Silêncios que falam alto: os movimentos de Marcos Rocha e o novo desenho do poder em Rondônia

TÁ REGISTRADO
No ano passado, ao lado de Antônio Rueda, Marcos Rocha anunciou que assumiria a presidência do União Brasil em Rondônia.
NADA MUDOU
O tempo passou, os fatos não se consolidaram e, na prática, a presidência nunca se efetivou. O episódio ficou no limbo político: anunciado, mas não consumado.
NOVO ANÚNCIO
Agora, o governador reaparece em um novo cenário. Ao lado de Gilberto Kassab — e com o aval direto do presidente nacional do partido — Marcos Rocha surge como novo presidente estadual do PSD, legenda que já tem como pré-candidato ao Governo Adailton Fúria.
É DO JOGO
O movimento, em si, é absolutamente normal. Política é dinâmica, acordos se refazem e alianças se ajustam conforme o contexto. Isso faz parte do jogo.
PORÉM
O que chama atenção, no entanto, não é o deslocamento partidário, mas a forma como ele ocorreu.
POUCA POMPA
O novo acordo foi selado com extrema discrição. Diferente do padrão habitual, não houve fotos com a executiva nacional do PSD, tampouco registros públicos com lideranças estaduais ou mesmo com o próprio pré-candidato ao governo, que, em tese, será apoiado por Rocha — que pretende disputar o Senado Federal.
CACIFE
Marcos Rocha é governador eleito e reeleito. Trata-se de um político com capital eleitoral, experiência administrativa e peso institucional. Isso é inegável e deve ser reconhecido.
DÚVIDAS
Justamente por isso, movimentos isolados — sobretudo quando envolvem a condução de um partido e a definição de uma chapa majoritária — naturalmente geram questionamentos quando não passam, ao menos publicamente, pelo debate coletivo.
TUDO CERTO NA BASE ?
É isso mesmo que vai acontecer? O alinhamento está totalmente pacificado? O clima no PSD é, de fato, de “paz e amor”?
LÁ ATRÁS
Com o anúncio, no passado, de que presidiria o União Brasil em Rondônia, Rocha entrou de surpresa, parece nunca ter ficado e saiu, agora, de forma igualmente silenciosa, pousando no PSD.
POUCO EXPLICADO
Uma passagem rápida, quase à francesa, que ainda carece de explicações mais claras ao eleitor e às bases partidárias.
PARA OUTUBRO
Nos bastidores, tudo indica que a chapa para este ano estaria praticamente desenhada.
CHAPA
Adailton Fúria para o Governo, um vice indicado por Marcos Rocha e o próprio governador disputando o Senado pela legenda.
CHAPA 2
Se confirmada, trata-se de uma composição competitiva, com densidade política e eleitoral suficiente para entrar forte na disputa.
JUSTIFICATIVA
Sobre a ausência de outras lideranças nas imagens divulgadas, o ex-senador Expedito Júnior, coordenador da campanha de Fúria, esclareceu que apenas Marcos Rocha apareceu ao lado de Kassab nos vídeos porque o governador era o protagonista daquele momento específico, não os demais integrantes da executiva estadual.
VICE-PRESIDENTE
Expedito informou ainda que Adailton Fúria deverá ocupar a vice-presidência estadual do PSD, reforçando seu papel central no projeto político da legenda.
GRUPO FORTE
Se o alinhamento for exatamente o que a coluna aponta, o PSD pode, sim, apresentar uma composição consistente e competitiva para 2026.
DITADO
Ainda assim, como ensinava o saudoso Magalhães Pinto, na política “as nuvens estão sempre em movimento”.
ESTRATÉGIAS
E, até que tudo esteja oficialmente sacramentado, os silêncios, os gestos e os bastidores continuarão sendo tão relevantes quanto os anúncios públicos.
É PRA SER ASSIM, MAS...
O tabuleiro está montado. Resta saber se as peças permanecerão onde estão ou se novas nuvens ainda trarão mudanças no horizonte político de Rondônia.
(colunaespaçoaberto)