Não é a saúde. Não é a educação. Apesar de serem considerados setores essenciais à população, o assunto que vai dominar a campanha eleitoral deste ano chama-se segurança pública, ou melhor, a ausência dela. Essa será uma das principais fontes de peleja das eleições que se aproximam. Trata-se de um problema nacional, que não está restrito a essa ou aquela unidade da federação. Parece que, para essa regra, não há exceção, conquanto o governador Ronaldo Caiado garanta que, em Goiás, a segurança dos goianos melhorou consideravelmente em seu governo, o mesmo não se pode dizer de Rondônia, onde a segurança dos rondonienses vai de mal a pior, como atestam as ocorrências policiais e o noticiário especializado.
Em vão é tentar escamotear a verdade, achando que a sociedade é constituída apenas de energúmenos. Não por acaso, os meios de comunicação estão, aqui e ali, levando ao conhecimento da opinião pública fatos delituosos assombrosos, numa demonstração inequívoca de que algo não vai bem. É verdade que os órgãos de repressão vêm se esforçando (e não poderia ser diferente) para levar um pouco de tranquilidade à sociedade, mas os resultados produzidos até agora são pífios, mais parecendo grãos de areia no mar revolto da criminalidade. Não basta reconhecer, contudo, que o paciente, segurança pública, está doente. É preciso prescrever a medicação certa. Caso contrário, a situação poderá alcançar um patamar insustável. Se é que já não chagamos a esse ponto, um absurdo difícil de se admitir.
A questão da segurança pública precisa ir além dos discursos e propostas vazias do período eleitoral, para compor o elenco das preocupações do próximo governante do Estado. Que assim seja, pois não é outra a expectativa da população rondoniense, que paga um sem-número de impostos para ter acesso a serviços públicos de qualidade que não saem das pranchetas oficiais. A Bíblia ensina que todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois foram constituídas por Deus para manter a ordem e promover o bem. Isso não significa, todavia, obediência cega. Respeito o governador Marcos Rocha, porém, na condição de cidadão, tenho o direito constitucional de reclamar e solicitar providências quando algo estiver errado não somente na sua administração, como também em qualquer outro governo. A segurança pública (o calcanhar de Aquiles da sua gestão) vai dominar os debates da campanha eleitoral de 2026, evidenciando que ele fez muito pouco para levar paz e tranquilidade aos lares rondonienses.
Valdemir Caldas