Mais uma professora foi assassinada por um aluno dentro da sala de aula. Esse é o reflexo da onda de selvageria que domina a cidade de Porto Velho. E não somente a capital porto-velhense, mas o Brasil inteiro. Os números da violência não podem permitir o sono tranquilo dos que têm sobre seus ombros a responsabilidade de garantir a paz da população rondoniense. É inaceitável a ocorrência de fatos como os que têm marcado o cotidiano dos moradores da capital. Qualquer motivo é suficiente para desencadear-se clima de aguda selvageria, quase sempre associado ao uso de drogas e ao exagerado consumo de bebidas alcoólicas.
A violência é causada por um sem-número de fatores. Não vou entrar nessa seara. Deixo isso para os especialistas no assunto. Realço, porém, duas de suas principais causas: ausência do temor de Deus e corações vazios de princípios divinos como amor, empatia e paciência. Quando Deus deixa de ser a verdadeira fonte da vida, o egoísmo, a indiferença e comportamentos agressivos passam a preencher o coração da pessoa, resultando em desordem familiar e social e no aumento da violência.
Aceitar as coisas como elas se nos apresentam, sem o menor esboço de reação, é renunciar a própria condição de cidadãos. Permitir, portanto, que se vão sucedendo essas coisas, sem o mínimo gesto de repulsa e indignação, constitui tolerância demasiada e cumplicidade, ou, então, convivência inadmissível. Estão, contudo, as autoridades, responsáveis pela segurança e tranquilidade da população, na obrigação de encararem seriamente o problema da violência, sob pena de serem consideradas (não sem alguma razão) patrocinadores da selvageria e da bestialidade que a todos assustam.
Por Valdemir Caldas