Rejeição de Messias expõe fragilidade do governo Lula



Jorge Messias, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), teve seu nome vetado para ocupa uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar de Luiz Roberto Barroso, que pediu aposentadoria antecipada justificando motivos pessoais, hipótese na qual muita gente não acredita, mas isso não vem ao acaso agora.

O assunto do dia é a rejeição de Messias pelo Senado. Por mais que o fiel escudeiro do presidente Lula tenha se esforçado para tentar convencer os parlamentares de suas eventuais boas intenções, as evidências falaram mais alto. As juras de amor à liberdade de expressão e o respeito aos direitos individuais e coletivos não foram suficientes para evitar a derrota imposta pelo senado ao governo petista. Nem os R$ 12 bilhões em emendas parlamentares empenhados pelo governo antes da sabatina de Messias na CCJ do Senado garantiram a aprovação do escolhido pelo presidente Lula.

Messias foi atropelado pelo rolo compressor pilotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria trabalhando com afinco pela sua rejeição. Isso porque, o preferido de Alcolumbre para o STF era o senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco. Messias pode colocar a cabeça no travesseio e dormir tranquilo. Ele não perdeu nada. Como servidor de carreira, vai continuar exercendo suas atribuições na CGU. É claro que ocupar uma vaga no STF seria a coroação de uma vida profissional, mas não deu, paciência! No fundo, quem perdeu mesmo foi o presidente Lula. A derrota mostrou que o governo não só perdeu a capacidade de articulação como também a credibilidade. E, o que é pior, vai entrar para a história como o primeiro chefe do executivo em 132 anos a ter uma indicação rejeitada para o STF.



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