
Uma das estratégias mais comuns no mundo político é o governante que chega pintar um cenário catastrófico das contas públicas. Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) convidou os candidatos ao governo de Rondônia para conversar sobre a realidade fiscal, orçamentária e financeira do estado para os próximos quatro anos.
Acho que foi a maneira que o Tribunal de Contas encontrou para prevenir os postulantes à cadeira hoje ocupada pelo cel. Marcos Rocha sobre os riscos de encher os eleitores de esperanças e, depois, não conseguir cumpri-las. O alerta serve, também, para segmento da sociedade que credita cegamente nas promessas de candidatos e políticos espertalhões. Como anfitrião, o TCE-RO contribuiu, mais uma vez, para o aperfeiçoamento da cidadania. Merece, portanto, os melhores encômios da coluna. Independentemente de quem esteja no comando de Rondônia, a partir de janeiro de 2027, não vai poder dizer que não sabia de nada.
Caminhamos, agora, para a decisão final, quando escolheremos o comandante supremo do estado. Vencerá aquele que souber conquistar a confiança da maioria do eleitorado. Ou, em outras palavras, o candidato cuja proposta de mudanças econômicas, politicas e sociais empolgar mais profundamente a sociedade. Embora aliados e cabos eleitorais de candidatos já deem como certa a vitória, não resta a menor dúvida de que a disputa será ferrenha.
Nos próximos dias começará a guerra sem trégua de caça ao voto. Geralmente, as armas usadas por alguns contendores costumam ferir a verdade factual, para, com isso, confundir a cabeça de desavisados. São baboseiras que, repetidas sistematicamente, acabam sendo levadas a sério. Por isso, o eleitor precisa ficar precavido contra as grosseiras mistificações que a campanha nos reserva. O TCE-RO fez a sua parte. Agora, cabe ao eleitor completar a tarefa.