Joel da Saúde alerta para demora em exames e cirurgias e defende mais eficiência na regulação





Candidato a deputado estadual afirma que pacientes não podem esperar anos por procedimentos e exames que deveriam garantir diagnóstico e tratamento

A demora para conseguir exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas voltou a ser motivo de preocupação para pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) em Rondônia. Em muitos casos, a espera se prolonga por meses e até anos, enquanto pessoas convivem com dores, limitações e a incerteza sobre quando finalmente conseguirão realizar o procedimento indicado pelo médico.

Diante dessa realidade, Joel da Saúde, candidato a deputado estadual, chama a atenção para a necessidade de melhorar o funcionamento da regulação e ampliar a oferta de serviços especializados na rede pública.

“Não é aceitável que uma pessoa fique um ano, dois anos esperando por uma cirurgia ou por um exame que pode definir o tratamento de uma doença. Estamos falando de pessoas que têm família, trabalham, sentem dor e precisam de uma resposta do poder público”, afirma Joel.

Entre as situações relatadas pela população estão a dificuldade para conseguir exames de maior complexidade, como ressonâncias magnéticas, além da espera por procedimentos cirúrgicos, incluindo cirurgias de vesícula.

A própria estrutura oficial de regulação reconhece que o tempo de espera depende de fatores como a capacidade das unidades de saúde, a demanda pelo procedimento, a complexidade do caso, a prioridade clínica e a disponibilidade de vagas. O Estado mantém um sistema para consulta da posição dos pacientes nas filas de consultas, exames e cirurgias.

Problema precisa ser enfrentado com planejamento

Para Joel da Saúde, o problema não pode ser tratado apenas com ações pontuais ou mutirões. Segundo ele, é necessário estabelecer uma política permanente para ampliar a quantidade de exames, consultas e cirurgias disponíveis e garantir que a regulação funcione de maneira mais eficiente.

“Mutirão pode ajudar e resolver parte do problema, mas precisamos atacar a causa. Se hoje fazemos um mutirão para diminuir uma fila e amanhã outra fila começa a crescer, significa que o sistema ainda precisa ser melhor planejado”, destaca.

Em Porto Velho, por exemplo, a Prefeitura anunciou em 2026 medidas para reduzir a fila de regulação, incluindo mutirões e ampliação da oferta de cirurgias. Em maio, o município informou que quase 7 mil mulheres aguardavam por ultrassonografias e realizou um mutirão para atender parte dessa demanda.

Dados do relatório da saúde municipal mostram ainda que, em 2025, foram realizadas 467 cirurgias eletivas pelo Programa Nacional de Redução de Filas no Hospital Santa Marcelina, sendo 156 colecistectomias videolaparoscópicas.

“A saúde não pode esperar”

Na avaliação de Joel da Saúde, o principal objetivo deve ser garantir que o paciente tenha previsibilidade e acompanhamento durante todo o processo.

“O cidadão precisa saber: meu exame foi solicitado, está na regulação, qual é a minha posição, qual é a previsão e o que está sendo feito para que eu seja atendido. O pior cenário é deixar uma pessoa esperando sem informação”, afirma.

O candidato defende maior transparência das filas, ampliação da capacidade hospitalar, contratação de serviços quando necessário e integração entre municípios, Estado e União para aumentar a oferta de procedimentos.

“A pessoa que está esperando por uma ressonância ou por uma cirurgia não quer promessa. Ela quer atendimento. Saúde tem prazo, porque doença não espera”, conclui Joel da Saúde.



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