Bruno Bolsonaro endurece discurso em sabatina e defende anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro



Bruno Bolsonaro endurece discurso em sabatina e defende anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro

Redação, Porto Velho RO, 01 de setembro de 2026 - O candidato ao Senado por Rondônia Bruno Bolsonaro Scheid (PL) protagonizou uma entrevista de forte conteúdo político nesta terça-feira (1º), durante o programa Bom Dia Rondônia, da Rede Amazônica. Com posições alinhadas ao campo conservador e forte aproximação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato concentrou parte de sua fala em temas como os atos de 8 de Janeiro, atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), segurança pública, sistema eleitoral, meio ambiente e relações de trabalho.

Um dos principais pontos da entrevista foi a defesa de uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. Bruno Scheid afirmou não considerar que os acontecimentos tenham configurado uma tentativa de golpe de Estado. Na avaliação apresentada pelo candidato, houve um protesto que ultrapassou os limites e terminou em atos de vandalismo. A declaração coloca a anistia entre as pautas nacionais que pretende defender caso conquiste uma cadeira no Senado Federal.

O candidato também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal e defendeu a possibilidade de impeachment de ministros da Corte. O posicionamento reforça uma das principais linhas de seu discurso político, baseado na defesa de maior equilíbrio entre os Poderes e em críticas à atuação do Judiciário em decisões de grande repercussão nacional. Em entrevistas anteriores, Scheid já havia defendido uma postura mais combativa do Senado diante do STF.

Na área eleitoral, Bruno Bolsonaro defendeu a adoção do voto impresso, apresentando a medida como uma forma de aperfeiçoar e ampliar a segurança do processo de votação. A proposta integra o conjunto de mudanças institucionais que o candidato afirma pretender levar ao Congresso caso seja eleito.

Na segurança pública, o candidato apresentou uma posição de endurecimento das regras. Entre suas propostas está o fim da audiência de custódia, com a defesa de que pessoas presas sejam encaminhadas diretamente ao sistema prisional. A pauta está alinhada ao discurso de maior rigor penal que Scheid vem apresentando ao longo da campanha. Em outras manifestações públicas, ele também já defendeu maior proteção à propriedade privada e medidas mais duras contra a criminalidade.

O meio ambiente também esteve entre os temas abordados. Bruno criticou o que considera uma atuação excessiva de órgãos como Ibama e ICMBio contra garimpeiros e madeireiros em Rondônia. O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende acompanhar de perto as operações realizadas pelos órgãos ambientais no Estado e fiscalizar a atuação dos agentes públicos. A posição acompanha críticas que ele já havia apresentado sobre a política ambiental na Amazônia e a necessidade, segundo sua visão, de conciliar preservação com produção e desenvolvimento econômico regional.

Outro assunto tratado foi o fim da jornada de trabalho na escala 6x1. Scheid afirmou reconhecer as dificuldades que uma mudança poderia provocar para empresários em razão do aumento dos custos, mas declarou que votaria pelo fim do modelo, desde que a discussão fosse ampliada antes de uma decisão definitiva. A posição procura equilibrar a defesa da mudança na jornada com a preocupação manifestada pelo candidato em relação ao impacto econômico para o setor produtivo.

A entrevista ocorre em um momento de intensificação da disputa pelas duas vagas de Rondônia no Senado em 2026. Bruno Scheid foi lançado pelo PL ao lado de Fernando Máximo e vem tentando consolidar seu espaço entre o eleitorado de direita no Estado, explorando principalmente a proximidade com Jair Bolsonaro, a defesa de pautas conservadoras e um discurso de maior enfrentamento político em Brasília.

Em manifestações anteriores, Scheid também apresentou a ideia de uma atuação parlamentar mais próxima dos municípios, resumida no discurso de “menos Brasília, mais Rondônia”. Segundo ele, senadores e deputados precisam acompanhar a aplicação dos recursos públicos, fiscalizar obras e conhecer diretamente os problemas enfrentados pela população, pelo setor produtivo e pelos trabalhadores.

Com a campanha avançando, a participação no Bom Dia Rondônia serviu para expor com maior clareza as prioridades de Bruno Bolsonaro Scheid e reforçar o perfil político que pretende apresentar ao eleitor rondoniense: uma candidatura de direita, fortemente vinculada ao bolsonarismo, com propostas de endurecimento na segurança pública, críticas ao STF, defesa de mudanças no sistema eleitoral e posicionamentos mais flexíveis sobre fiscalização ambiental e atividade econômica na Amazônia. A disputa pelo Senado, diante desse cenário, tende a ser marcada por forte polarização e por uma corrida intensa pela preferência do eleitorado conservador do Estado.

Fonte: noticiastudoaqui.com




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