O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão dos atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. A decisão colocou no centro da disputa eleitoral um magistrado que mantém relações profissionais e acadêmicas com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), além de ter sido nomeado para o TSE pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Floriano foi escolhido por Lula em 2023 para integrar o TSE a partir de uma lista encaminhada pelo STF. Naquele período, reportagens apontaram que Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, trabalhava para viabilizar a indicação de Floriano, descrito como seu amigo e colega de docência na Universidade de São Paulo (USP).
Já no tribunal, Floriano chegou a ser designado por Moraes para comandar a Escola Judiciária Eleitoral.
É nesse contexto que Dallagnol passou a questionar a decisão do ministro. Em pronunciamento nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que a proximidade entre Floriano e Moraes deveria ser considerada diante da liminar que suspendeu sua campanha.
Dallagnol também relacionou a medida ao pedido de impeachment que apresentou contra Alexandre de Moraes e ao seu desempenho nas pesquisas eleitorais.
O candidato classificou a decisão como perseguição política e anunciou que pretende recorrer.
Veja a manifestação de Dallagnol:
(pleno.news)