Doenças relacionadas a falta de saneamento provocaram 8% dos óbitos em internações no estado



Praticamente uma pessoa a cada dia morre em Rondônia em decorrência da falta de saneamento, revela levantamento da ABCON SINDCON

 

 

Praticamente uma pessoa a cada dia morre em Rondônia em decorrência da falta de saneamento. É o que diz um levantamento da ABCON SINDCON, associação das operadoras privadas de saneamento, com base nos dados do SUS.

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Os dados mostram que as doenças relacionadas à falta de saneamento foram responsáveis, nos últimos três anos (2021, 2022 e 2023), por cerca de uma média de 362 óbitos anuais no estado, o que equivale, também na média, a 8,1% de todos os óbitos registrados em internações durante o período.

Foram cerca de 5.600 internações em média com doenças relacionadas à falta de saneamento a cada ano, o que equivale a 4,6% do total de internações. As despesas com essas doenças atingiram R$ 7,6 milhões, o que representa 5,5% do total de despesas com internações ao longo do período do levantamento da ABCON SINDCON.

Investimentos – em meio a esse cenário, a associação aponta casos bem-sucedidos de investimentos na ampliação dos sistemas de água e esgoto em Rondônia, a partir de operações de concessionárias privadas.

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Em Ariquemes, um novo sistema de tratamento de esgoto foi inaugurado no final de abril, com obras executadas pela concessionária local, que incluíram uma nova estação elevatória de esgoto e uma nova estação de tratamento de esgoto. A empresa prevê ainda para os próximos cinco anos a implantação de mais 120 quilômetros de novas redes, quando a cobertura dos serviços atingirá 70% da população.

Em Rolim de Moura, a concessionária local programou para este ano a implantação de cerca de 30 quilômetros de rede coletora de esgoto, em benefício de 1.800 famílias.

Estudos – A relação entre a ausência de serviços adequados de saneamento e a incidência de doenças que causam mortes e sobrecarregam de custos a saúde pública já é algo reconhecido mundialmente. Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a cada US$ 1 investido em saneamento se economiza US$ 5,50 em saúde.

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No Brasil, onde cerca de 95 milhões de pessoas não estão conectadas à rede geral de coleta de esgoto, esse reflexo é sentido em todas as regiões do país. Outro estudo, da GO Associados, ressalta que, com a universalização dos serviços de água e esgoto, a saúde teria uma economia de R$ 25 bilhões até 2040.

“Alcançar melhores condições de vida da população a partir da saúde é o impacto mais significativo da universalização do saneamento. É preciso acelerar os investimentos nesse sentido e fortalecer o saneamento como prioridade nacional”, afirma a diretora-executiva da ABCON SINDCON, Christianne Dias.

EMFOCO Comunicação



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