Governo anula recadinho, bilhetinho, flagra, e prende agente corrupto



Apreensão massiva de celulares, drogas e armas revela fragilidades na segurança penitenciária

 

Um verdadeiro raio-X do submundo carcerário foi revelado nesta quinta-feira (05). A Operação Tolerância Zero ao Crime Organizado desnudou uma realidade perturbadora: as unidades prisionais são verdadeiras portas de entrada para o crime organizado, transformando espaços de ressocialização em núcleos de produção e distribuição de ilegalidades.

Os números são impressionantes e assustadores. Em uma varredura simultânea em 41 unidades prisionais, as autoridades apreenderam um arsenal que comprova a extensão da infiltração criminosa: 170 celulares, 56 chips, 400 gramas de drogas, 404 porções individualizadas de entorpecentes, 35 armas artesanais, além de equipamentos como máquinas de tatuar.

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O golpe mais significativo veio com a prisão em flagrante de um policial penal, justamente aquele que deveria ser o guardião da ordem. Flagrado tentando introduzir 242 porções de drogas na unidade prisional onde trabalha, o agente simboliza o câncer que corrói a instituição por dentro.

As três unidades mais críticas - Penitenciária Central do Estado em Cuiabá, Mata Grande em Rondonópolis e Ahmenon Dantas em Várzea Grande - concentram 5.640 presos e foram responsáveis pela maior parte das apreensões, com 148 celulares retirados de circulação.

O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, não deixa dúvidas: a operação faz parte de um programa amplo de combate ao crime organizado, com atuação integrada em múltiplas frentes.

O delegado Vitor Hugo Bruzulato foi cirúrgico ao destacar que casos isolados não podem manchar a imagem de profissionais sérios, mas também enfatizou a necessidade de punição rigorosa para desvios de conduta.

A mensagem é clara: o Estado não compactua com a corrupção e está determinado a recuperar o controle de suas instituições prisionais, transformando presídios em espaços de real ressocialização.

(ro24h)



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