
A Câmara Municipal de Ji-Paraná, no interior de Rondônia, está no centro de um debate público sobre a utilização de recursos públicos com diárias de viagens oficiais em 2025. Segundo levantamento divulgado pelos veículos de imprensa locais, os gastos com diárias por vereadores ao longo do ano ultrapassaram a marca de R$ 400 mil, valor que tem chamado a atenção em uma cidade onde a renda média dos trabalhadores gira em torno de cerca de R$ 2 mil mensais.
Os 17 parlamentares municipais recebem salário base de R$ 12.600, ao qual se somam auxílios que elevam o total mensal a cerca de R$ 13,6 mil para a maioria, enquanto o presidente da Casa, Marcelo Lemos (Republicanos), recebe cerca de R$ 17,4 mil por mês com os mesmos benefícios.
Dados disponíveis no Portal da Transparência da Câmara mostram que, em 2025, onze dos 17 vereadores registraram despesas com diárias, que somadas alcançaram aproximadamente R$ 408,3 mil ao longo do ano. As viagens oficiais, muitas delas com destino a Brasília, foram responsáveis pelo pagamento de diárias de até R$ 8.400 por vereador em deslocamentos à capital federal.
Os parlamentares que mais acumularam diárias no período foram o presidente Marcelo Lemos, com cerca de R$ 63 mil, seguido por Joziel Carlos de Brito (R$ 61,2 mil) e Weslei da Silva Brito (R$ 60 mil).
Embora a legislação permita o uso de diárias para custear deslocamentos a trabalho, a diferença entre os gastos do Legislativo e a realidade econômica da população local tem gerado críticas e questionamentos entre moradores e observadores da administração pública, que apontam a necessidade de maior transparência e justificativas detalhadas para o uso dos recursos.
O episódio reforça o debate sobre controle e fiscalização de despesas públicas no âmbito municipal, especialmente em cidades de porte médio como Ji-Paraná, onde decisões sobre uso de recursos públicos são constantemente analisadas pela sociedade civil e pela imprensa local.
Fonte: noticiastudoaqui.com