Governo de RO protege as mulheres vítimas de violência com tecnologias e medidas protetivas



O Governo de Rondônia destacou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a importância da solicitação de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e do uso de aplicativos específicos para reforçar a proteção a mulheres vítimas de violência. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado da Defesa, Segurança e Cidadania (Sesdec), surgiu após a análise de dados preocupantes sobre casos de feminicídio no estado, que apontaram que nenhuma das vítimas possuía uma medida protetiva válida no momento do crime.

De acordo com o levantamento elaborado pela Agência de Inteligência, dos 25 feminicídios registrados em Rondônia em 2025, apenas três envolviam alguma medida protetiva — sendo uma revogada e duas extintas antes do crime. As demais 22 vítimas nunca haviam solicitado o instrumento jurídico que poderia ter ampliado o monitoramento do agressor e o apoio institucional.

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Para enfrentar esse cenário, o governo reforça que denúncias e pedidos de medida protetiva não só são fundamentais para responsabilizar agressores, como também permitem a ativação de ferramentas de proteção imediata, como o aplicativo “SOS Mulher Protegida” — disponível gratuitamente para dispositivos iOS e Android.

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O aplicativo, lançado pelo governo em 2025 com o nome SOS Mulher Rondônia, funciona como um botão de emergência e um canal direto com as forças de segurança, permitindo acionamento rápido em situações de risco e o acompanhamento por meio de georreferenciamento, que pode ser vital para evitar novas agressões.

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Desde julho de 2025, mulheres que solicitam Medida Protetiva de Urgência já são automaticamente cadastradas no app, bastando ativar o acesso com o CPF no ato da instalação. As que possuem medidas protetivas concedidas antes dessa data podem se cadastrar pelo telefone (69) 9924-2992, número que também funciona como canal de esclarecimento de dúvidas sobre a plataforma.

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O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou que a combinação entre a denúncia formal, a solicitação da medida protetiva e o uso de tecnologia representa um passo importante para interromper o ciclo de violência e salvar vidas. Já o secretário da Sesdec, Felipe Bernardo Vital, reforçou que “a denúncia é o primeiro passo para a proteção” e que o estado só consegue atuar preventivamente quando há registro e instrumentos legais ativos em favor da vítima.

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Além do aplicativo, as mulheres podem procurar ajuda pelos canais tradicionais — 190 (Polícia Militar) em casos de emergência e 180, a Central de Atendimento à Mulher — além de serem assistidas pelo Programa Mulher Protegida, que oferece auxílio financeiro, capacitação profissional e apoio psicossocial para promover autonomia e segurança.

A mobilização é parte de um esforço mais amplo do governo para fortalecer a proteção de mulheres vítimas de violência no estado, combinando medidas jurídicas, tecnológicas e sociais para enfrentar um problema que ainda deixa marcas profundas na sociedade.

Fonte: noticiastudoaqui.com


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