
Uma empresa de fonoaudiologia que presta serviços ao município de Porto Velho é investigada por suspeita de cobrar procedimentos cirúrgicos falsos. Segundo a Polícia Civil, servidores públicos e particulares ligados ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (IPAM) participavam do esquema, manipulando sistemas internos e superfaturando valores.
De acordo com as investigações, o grupo duplicava guias médicas e autorizava pagamentos irregulares. Com isso, a empresa, que também não tinha autorização contratual para fazer as cirurgias, recebia por serviços não prestados, causando prejuízos aos cofres públicos.
As fraudes vêm sendo investigadas desde 2024, quando servidores públicos perceberam descontos indevidos nos contracheques referentes a procedimentos que não haviam realizado. Em um dos casos, constavam registros de uma histerectomia, cirurgia de retirada do útero, lançada cinco vezes para a mesma paciente.
Para desarticular o esquema, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará-Mirim. A Justiça também determinou o afastamento de servidores de suas funções e o bloqueio de bens dos investigados, medida que busca garantir a devolução do dinheiro desviado.
Em nota, a Prefeitura de Porto Velho disse que os fatos investigados aconteceram na gestão anterior e que a gestão em exercício colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, colocando-se à disposição das autoridades para o fornecimento de todas as informações necessárias.
"A atual administração reafirma seu compromisso com a lisura, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, adotando medidas de fortalecimento dos controles internos e de governança, justamente para coibir irregularidades e assegurar a legalidade na gestão previdenciária e assistencial do município", disse trecho da nota.
A operação contou com apoio do Departamento de Combate à Corrupção (DECCO), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRO), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCRO) e de diversas delegacias.
fonte g1ro