Operação prendeu 13 pessoas, incluindo adolescentes, e apreendeu drogas, telefones e dinheiro




Uma operação de grande escala deflagrada nesta segunda-feira (30) em Rondônia resultou na prisão de 13 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável por promover o chamado “tribunal do crime” — mecanismo interno de facções usado para punir rivais e até membros do próprio grupo com extrema violência.

Coordenada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), a ofensiva cumpriu mandados judiciais em Porto Velho e teve como alvo uma estrutura criminosa envolvida em sequestros, torturas e execuções. Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária, além de três ordens de internação provisória de adolescentes e 28 mandados de busca e apreensão.

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Segundo as investigações, o grupo operava com hierarquia e divisão de funções, reproduzindo práticas típicas de facções nacionais. Os chamados “julgamentos” eram realizados à margem da lei e resultavam em punições violentas, consolidando um sistema paralelo de poder nas comunidades.

Do total de presos, cinco foram capturados em liberdade, enquanto outros oito já estavam detidos por diferentes crimes. Durante o cumprimento das ordens judiciais, as forças de segurança apreenderam 19 celulares, drogas, uma prensa artesanal para preparo de entorpecentes, cerca de R$ 6 mil em dinheiro e dois veículos.

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A operação mobilizou aproximadamente 200 agentes, envolvendo uma atuação integrada entre MP-RO, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Secretaria de Segurança, Secretaria de Justiça e até forças federais. A ação também incluiu a recaptura de foragidos e o cumprimento de mandados em aberto, ampliando o alcance da ofensiva.

Além das prisões, dois adolescentes foram encaminhados para internação provisória, evidenciando o aliciamento de menores por organizações criminosas — um dos pontos de maior preocupação das autoridades.

A investigação segue em andamento e novas fases não estão descartadas. Para o Ministério Público, a operação representa um passo decisivo no combate ao crime organizado em Rondônia, especialmente contra estruturas que impõem medo e controle social por meio da violência sistemática.

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O avanço das forças de segurança sobre o chamado “tribunal do crime” reforça o enfrentamento direto às facções e sinaliza uma tentativa de desarticular o poder paralelo que desafia o Estado dentro e fora do sistema prisional.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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