Produtores de soja são acusados de intoxicar indígenas com agrotóxicos em Rondônia



Produtores de soja em Rondônia enfrentam sérias acusações de contaminar indígenas da etnia Puruborá com agrotóxicos. Crianças e adultos da aldeia Aperoí relatam graves lesões na pele, dores de cabeça e náuseas. Uma família foi forçada a deixar seu lar, cercado pelas plantações, devido à exposição contínua aos venenos.

Denúncia e Pedido de Indenização

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil contra os produtores Raijan Cezar Mascarello e Vitor Hugo Talini Mascarello, e o proprietário Wanderson Batista de Moraes. O MPF exige R$ 3,6 milhões em indenizações, apontando os acusados como responsáveis pela contaminação do rio Manoel Correia, essencial para o abastecimento e pesca das famílias indígenas, além de causar a morte de peixes.

Irregularidades Ambientais e Culturais

A denúncia detalha que os produtores teriam criado valas de drenagem artificiais sem licença ambiental, permitindo que águas contaminadas escoassem diretamente para o rio, violando áreas de preservação. O Sítio Arqueológico Puruborá também sofreu danos, com o Iphan registrando a destruição de fragmentos de cerâmicas ancestrais pelo uso de tratores.

Conflitos Históricos e Violência

Esta grave situação ocorre em um contexto de tensões pela demarcação de terras do povo Puruborá, onde fazendeiros têm demonstrado resistência. Relatos de violência incluem disparos de revólver contra uma casa indígena durante trabalhos da Funai e um incêndio criminoso que destruiu uma maloca sagrada em outubro de 2025, ambos sob investigação da Polícia Federal.

Texto: [Autor original] | Edição: [Editor original] | Fonte: [Fonte original]



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