
A Polícia Federal deflagrou uma nova operação para desarticular um esquema de extração ilegal de madeira e minérios em terras indígenas de Rondônia. A ofensiva, denominada Operação Acesso Facilitado, concentra-se nas Terras Indígenas Roosevelt e Parque Aripuanã, na região de Espigão do Oeste, onde as investigações apontam a atuação de um grupo criminoso responsável por facilitar a entrada de exploradores ilegais em áreas protegidas da União.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal — dois na Terra Indígena Roosevelt e um em Espigão do Oeste — com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os policiais federais buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros que possam esclarecer a estrutura do esquema e identificar outros envolvidos na exploração clandestina dos recursos naturais.
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que dois suspeitos atuavam como facilitadores da organização criminosa, permitindo o acesso de madeireiros e garimpeiros ao interior das terras indígenas mediante pagamento de vantagens financeiras. O grupo é investigado por suposta participação na retirada ilegal de madeira de alto valor comercial e na exploração clandestina de minérios em áreas de preservação permanente, atividade que provoca danos ambientais, ameaça os povos indígenas e causa prejuízos ao patrimônio público.
Os investigados poderão responder pelos crimes de extração ilegal de recursos florestais em terras públicas, usurpação de bens da União, associação criminosa e lavagem de capitais. A PF informou que a operação representa mais uma etapa do trabalho de repressão aos crimes ambientais na Amazônia, especialmente em áreas protegidas que vêm sendo alvo constante da atuação de organizações criminosas voltadas à exploração ilegal de recursos naturais.
A ação reforça a intensificação das operações federais em Rondônia, estado que figura entre os principais alvos das forças de segurança no combate ao garimpo clandestino, à extração ilegal de madeira e aos crimes ambientais em terras indígenas. Além de responsabilizar os executores, a estratégia da investigação busca atingir a estrutura financeira dos grupos criminosos e interromper a cadeia de comercialização dos produtos extraídos ilegalmente, reduzindo a pressão sobre áreas ambientalmente sensíveis da Amazônia.
Fonte: noticiastudoaqui.com