Crimes contra o patrimônio são mais frequentes no Centro da capital, afirmam delegados



PORTO VELHO, RO - Em entrevista exclusiva ao Rondonoticias, os delegados Leonardo Matos e José Marcos informaram que os casos de crimes contra o patrimônio acontecem com maior incidência na região Central de Porto Velho.

De acordo com eles, “há oito delegacias distritais na capital e o maior volume de ocorrências registradas deste tipo são no Centro, pois há maior número de comércios”.

Ainda segundo o delegado Leonardo Matos, em contrapartida, os outros maiores registros dos casos ocorrem nas proximidades da região na Avenida Jorge Teixeira até a Avenida Amazonas, também próximo a Rodoviária que vai até a Avenida Mamoré e por último na Zona Leste.

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Além disso, os delegados afirmam que na Delegacia de Patrimônio são investigados casos em que foram roubados valores que ultrapassem 40 salários mínimos.

“Aqui na Patrimônio damos foco a crimes que representem um maior valor econômico, com maior repercussão. Em tese porque são criminosos que possuem uma especialização e apresentam maior periculosidade à sociedade. Geralmente são crimes mais planejados e neste sentido, podemos dar uma resposta mais eficaz e rápida para solucionar os crimes e desarticular organizações criminosas. Casos com valores menores, são de responsabilidades de outras delegacias”,enfatizam.

Segundo eles, os crimes patrimoniais mais comuns são os furtos, roubos, extorsão.

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“Os crimes patrimoniais são os que registram maior demanda a frente de qualquer outro, e as penalidades variam de acordo com algumas circunstâncias”, destacam.

“Quando vamos estudar o caso geralmente verificamos alguns detalhes, por exemplo, se ele se enquadrará como furto ou roubo, se houve emprego de violência como a lesão corporal, se aconteceu durante o dia ou à noite, o autor estava armado, ele é co-autor, estava sozinho, entre outros detalhes”, enfatizam.

Furto

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A pena para o crime de furto é a reclusão de um a quatro anos e multa, podendo ser maior em casos de furtos cometidos durante a noite ou quando há a quebra de uma barreira física (porta, portão, cerca, etc.).

Roubo

A pena é a reclusão de quatro a dez anos e multa, que podem ser maiores quando o crime é cometido com o uso de uma arma, quando há lesão corporal grave ou ainda quando a vítima não é liberada no momento do roubo, impedindo a sua liberdade.

Extorsão

Reclusão de quatro a dez anos e multa é a pena para o crime de extorsão, que pode ser aumentada mediante sequestro, quando há lesão grave ou morte.

Outros crimes contra o patrimônio

Segundo os delegados, além de extorsão, roubo e furto, existem outros casos de crimes contra o patrimônio. São eles:

Usurpação: Normalmente está relacionada a bens imóveis. É quando uma pessoa se apropria (em parte ou totalmente) do patrimônio do outro, ao deslocar uma linha divisória, que pode ser uma cerca, por exemplo. Também se classifica como usurpação o desvio de rios e represas e a apropriação de rebanho de animais.

Dano: é deteriorar ou destruir o bem de outra pessoa, utilizando ou não de violência contra o dono. Também é considerado dano abandonar animais em propriedade de outrém.

Apropriação indébita: é quando uma pessoa adquire a posse de um bem móvel (por empréstimo ou por confiança), mas depois se nega a devolvê-lo, apoderando-se desse bem. Apropriar-se de uma "coisa achada" também é apropriação indébita. Quem acha um bem perdido deve entregá-lo ao dono ou à autoridade competente num prazo máximo de 15 dias.

Estelionato e outras fraudes: é obter vantagem prejudicando outra pessoa, normalmente induzindo ao erro ou cometendo uma fraude. Exemplos: vender um produto com qualidade inferior do que foi anunciado, destruir um veículo para receber o seguro e emitir cheque sem fundo.

Receptação: é quando uma pessoa transporta, adquire, recebe ou oculta algo que sabe que é produto de um crime. Também se encaixa nesse tipo de crime induzir alguém, de boa-fé, a praticar a receptação.

Latrocínio

Além destes crimes, ainda há de se ressaltar os latrocínios. Segundo o delegado José Marcos, “em 2019, levando em consideração que ainda estamos no mês de fevereiro, foram registrados cinco casos de latrocínios somente na capital Porto Velho, é um índice que para nós, é considerado alto e preocupante.” enfatizou o delegado.

“Geralmente os casos de maior repercussão e que assustam são os latrocínios, como por exemplo, aquele roubo no dia 4 de janeiro deste ano, em que criminosos aproveitaram que havia uma comemoração na casa de um policial civil e invadiram o local, e consequentemente uma vítima acabou morrendo e dois ficaram feridos”, destaca José Marcos.

 



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