Juiz arbitrou multa de R$ 4 milhões para soltar contrabandistas de diamantes presos em Cacoal



 

A reportagem teve acesso ao Auto de Prisão em Flagrante de três homens (um americano, um paraguaio e um brasileiro) apanhados no aeroporto de Cacoal, quando se preparavam para decolar num jatinho a bordo do qual foram encontrados diamantes e cédulas de dólares.

A decisão do juiz federal Ricardo Beckerath da Silva Leitão, da 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Ji-Paraná, revela detalhes do caso. Os três homens estão presos em Pimenta Bueno.

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Conforme o documento, o piloto do jato foi liberado e autorizado a retornar ao país vizinho. Pelo voo do Paraguai até Cacoal, ele teria recebido, em espécie, 14 mil dólares A aeronave, no entanto, permanece retida em Cacoal.

O brasileiro naturalizado paraguaio, de iniciais [B. M. M.], era uma espécie de “guia”, já que, como ex-motorista de caminhão, conhece bem o Estado de Rondônia. Ele pediu para ser libertado legando ter dois filhos, um deles menor de idade. Também pediu para que não lhe fosse cobrada fiança, acrescentando ser réu primário.

Já os dois passageiros, o americano de iniciais [S. K.], e o paraguaio de iniciais [J. M. U. D.], argumentaram que os diamantes encontrados em poder deles não haviam sido extraídos em Rondônia, como a PF suspeita, e foram trazidos do país vizinho apenas para comparar com as pedras da Reserva Roosevel, em Espigão do Oeste, onde eles pretendiam investir.

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o americano [S. K.] também alegou ser judeu ortodoxo, que só consome um tipo específico de alimentos, e pediu ao juiz do caso que permitisse a entrada da comida “Kosher” (ENTENDA AQUI), na cadeia, o que foi autorizado pelo magistrado. Também pediu a entrada de colchão e travesseiros no presídio.

O paraguaio de iniciais [J. M.] também pediu travesseiros e colchão, apontando ser portador de doença artrite psoriásica e edema ósseo.

O juiz arbitrou a fiança dos dois empresários em R$ 2 milhões para cada um (totalizando R$ 4 milhões) e em R$ 50 mil para o “brasiguaio”. Os primeiros são sócios de uma mina de ouro no Paraguai, adquirida por mais de 2 milhões de dólares. As quantias ainda não foram recolhidas.

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