Jornalista acusado de homicídio aguarda o júri para provar que não matou ninguém



 

A agonia da dona Maria Lucineide Inácio dos Santos Lima, de 58 anos, já dura pelo menos sete meses, desde quando o filho, jornalista João Paulo Prudêncio, foi preso e acusado pelo “amigo” Thiago da Cunha Alves de ser cúmplice da morte Monalisa Gomes da Mata, de 24 anos, no dia 06 de dezembro do ano passado.

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O assassinato de Monalisa ocorreu em um apartamento, localizado no bairro Embratel, em Porto Velho. A jovem, vítima de feminicídio, era companheira de Thiago.

Suplício

Entres idas e vindas da justiça rondoniense, com depoimentos de testemunhas e até de companheiros de cela de Thiago, que afirmaram que ele confessou que João Paulo estaria de “gaiato” na história, sendo que João Paulo foi induzido ao erro pelo autor do crime, que também é conhecido como Cidão.

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“A situação do João Paulo é a seguinte: já houve três audiências e está demorando muito o júri. O juiz só fala que tem que aguardar o júri. O João Paulo é inocente! Menos mau é que está em cela livre e trabalhando no presídio”, lamentou Maria Lucineide.

A mãe ainda segue como o desabafo, contando ao Rondoniaovivo o que tem ouvido do filho:

“Eu como mãe, tenho a convicta certeza de que ele não tem nenhum envolvimento com essa morte. Ele fala comigo com toda sinceridade da alma”.

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E ela pergunta, entristecida: “Por que ele foi se envolver com um cara daquele?”.

A mãe de João Paulo Prudêncio finaliza: “O juiz que pensa que ele está envolvido, porquê estava com o Thiago na hora da morte da menina. O Thiago fez tudo sozinho. O João Paulo estava tão drogado que não ouviu os gritos de socorro da menina. Se ele tivesse ouvido, jamais teria deixado ele fazer isto”.

João Paulo trabalhando, feliz (à direita); o semblante hoje é de um homem sofrido e triste por estar preso há 7 meses - Foto: Montagem Rondoniaovivo

Desfecho

Segundo dona Maria Lucineide, o caso do jornalista está na 2ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), em Porto Velho, e o juiz responsável é José Gonçalves.

Por isso, a redação entrou em contato com a assessoria de comunicação do Poder Judiciário estadual, que nos informou que o caso está na fase “aguardando a realização de perícias”.

(rondoniaovivo)



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