Padrasto que abusou de enteada por 6 anos tem condenação a 20 anos confirmada pela Justiça



ARIQUEMES – Um padrasto que abusou da enteada durante 6 anos foi condenado pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ariquemes a pena de 20 anos de reclusão no regime inicial fechado. Inconformado com a sentença, o réu entrou com recurso, porém, os membros da 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia julgaram o caso, nesta quarta-feira, 16, e mantiveram a pena inalterada.

A vítima declarou a polícia e também em juízo, que começou a ser abusada a partir dos 7 ou 8 anos de idade pelo seu padrasto, à noite, quando a sua mãe saía de casa para estudar. O padrasto aproveitava-se da situação, e para ficar sozinho com a enteada, pedia para que o irmão saísse para comprar doces, ou cigarro, momento este que abusava sexualmente da vítima.Além disso, a vítima informou que dormia no mesmo quarto que a mãe, irmão e o padrasto, e às vezes juntavam as camas, por serem pequenas, e afirmou que em várias ocasiões o réu a puxou por debaixo das cobertas para pegar nas suas partes íntimas e em seu corpo.

Quando a vítima estava com 13 anos de idade resolveu contar que sofria abusos do padrasto ao seu namorado e para uma mulher que, às vezes, ficava em sua casa,  quando a mãe viajava. Esta mulher foi quem confidenciou para a mãe da vítima sobre os abusos que ocorriam.

A mãe informou em juízo que até então não sabia que tudo isso ocorria, e confirmou que, às vezes, sua filha amanhecia sem calcinha, mas que acreditava que a mesma tinha retirado por ter urinado na cama. A mãe ainda citou que encontra-se bastante abalada, e, que está a favor de ambos os lados, tanto da filha, quando do réu, pois possui uma filha com este.

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Um professor da escola da vítima declarou que ficou sabendo dos abusos pela vizinha da irmã do réu, e também pelo namorado da vítima. Outra professora chegou a perguntar da vítima se os fatos eram verdade, no entanto achou que tudo não passava de uma brincadeira, e que não levou para o serviço de orientação porque a vítima não demonstrava ter sofrido abusos, pois tinha atitudes normais.

Inconformado com a sentença que o condenou a 20 anos de reclusão, o réu entrou com recurso pedindo absolvição. Em sua defesa, negou os fatos, informando que a mãe estava inventando tudo por vingança.

Os membros da 2ª Câmara Criminal ressaltam que as vítimas de violência sexual costumam sofrer preconceito e culpabilização, o que faz com que sejam desencorajadas a denunciar os abusos, como aconteceu neste caso, onde a vítima declarou que após conversar com a professora (que deveria lhe acolher), a mesma duvidou de suas palavras.



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