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Sete réus foram condenados por envolvimento no assassinato do jovem Rubem Ariel Silva Souza, em 2020, em Porto Velho. A vítima foi decaptada após ser confundida com integrante de uma facção criminosa. O grupo foi sentenciado a penas de 2 a 21 anos de reclusão em regime fechado.
Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) foi entendido que a morte foi uma retaliação da organização criminosa a uma facção rival, à qual a vítima, sem qualquer tipo de ligação, foi erroneamente associada.
Entre os crimes que os integrantes cometeram estão homicídio qualificado, tortura, vilipêndio a cadáver e corrupção de menores.
Entenda o caso

Em junho de 2020, o jovem foi atraído à região localizada ao fundo do residencial Morar Melhor em Porto Velho, onde achou que teria um encontro amoroso. Mas era um encontro falso, pois integrantes de uma facção criminosa o aguardavam.
Segundo o MP, a organização disputa a região com outro grupo, ao qual a vítima sem qualquer histórico de participação, foi associada de forma equivocada.
"O grupo imobilizou o jovem com amarras, desferindo nele diversos golpes de faca, machadinhas e facões, arremessando pedras na cabeça da vítima e, após, decapitando-a", informou o MP. Os réus ainda filmaram a morte do jovem e o vídeo foi amplamente veiculado nas redes sociais.
Condenações
Os julgamentos começaram na última segunda (14), com quatro condenações, e também aconteceram na quarta (16) e quinta-feira (17), com mais três réus tendo sido declarados culpados. O Conselho de Sentença acatou os argumentos do Ministério Público, condenando:
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um dos réus a 20 anos e seis meses de reclusão;
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outro a 18 anos e seis meses de reclusão;
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um teceiro a 21 anos e 10 meses e
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outro a 20 anos e oito meses.
No segundo júri:
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uma mulher foi sentenciada a 19 anos de reclusão,
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outra pessoa a 2 anos e dois meses e
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o sétimo envolvido a 20 anos e 4 meses de reclusão.
Outros dois réus foram absolvidos. O primeiro, a pedido da defesa e o segundo, a pedido do MP.
(G1)
