Talhari informou, inclusive, ter solicitado uma medida protetiva a pedido da vítima dias antes do ocorrido contra o ex-marido.
Segundo a ocorrência, a mulher contou ter ouvido passos de uma pessoa nas proximidades da casa por volta das 3h. Depois, escutou alguém jogando um produto inflamável na parede da residência e, em seguida, ateando fogo. Além da mulher, os três filhos dela estavam na residência dormindo. Um deles é filho do suspeito.
As quatro vítimas correram do local e se abrigaram na casa de um vizinho. Para conter as chamas, a mulher chamou outros vizinhos, que ajudaram a retirar os pertences ainda não consumidos pelo fogo. Porém, alguns utensílios domésticos e as roupas da mulher foram destruídos. Ninguém ficou ferido.
Em seguida, a vítima seguiu para a delegacia. Lá, contou que reconheceu o ex-marido como o autor do crime ao vê-lo através de um buraco.
Policiais militares, então, foram às ruas atrás do suspeito, que foi encontrado horas depois próximo ao local do crime e detido. Em depoimento, ele negou qualquer envolvimento no incêndio.
Ameaças de morte
Para o delegado, a mulher, que mantinha um relacionamento com o homem há pelo menos 10 anos, disse que sofria constantes ameaças por parte do ex-companheiro. O motivo era ciúmes.
“Ele confessou ter descumprido com a medida protetiva expedida contra ele. No mesmo dia do pedido, a mulher contou que ele continuou com as ameaças e quebrou um eletrodoméstico da casa”, explicou Talhari.
Conforme interrogatório, a vítima disse que as brigas começavam sem motivo e que “era só beber que chegava em casa xingando e quebrando as coisas e dando chute na porta. Ele já quebrou uma televisão minha. Tudo isso era ciúme dele, porque eu trabalho fora e banco as despesas de casa”.
Caso seja condenado, pode responder por descumprimento de medida protetiva e tentativa de feminicídio – no contexto de violência doméstica. A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão.
Fonte: Mayara Subtil, G1 RO