Dois médicos foram presos pela Polícia Civil por armazenar vídeos e fotos de crianças sendo abusadas sexualmente.
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Um casal de médicos segue preso por armazenar vários arquivos de pornografia infantil, em Ji-Paraná (RO). O caso é investigado em sigilo, mas há muitas perguntas sobre o caso que chocou a região central do estado.
Abaixo, o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:
Quem são os médicos?
Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a investigação, mas o g1 apurou que os suspeitos são um médico brasileiro, formado na Bolívia, e uma médica de nacionalidade boliviana. Eles são casados e já trabalharam em outras cidades de Rondônia.
Quais arquivos haviam com os médicos?
Fotos e vídeos de crianças sendo exploradas sexualmente foram encontrados nos computadores dos profissionais de saúde. Segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremero), as imagens apreendidas e apresentadas no inquérito são chocantes.
Os arquivos supostamente eram compartilhados com outros usuários da internet através da 'nuvem' (um ambiente virtual no qual é possível armazenar fotos, vídeos e outros documentos).
Quem são as crianças filmadas sendo abusadas?
A Polícia Civil ainda não concluiu se as crianças que aparecem sendo violentadas sexualmente são pacientes dos médicos de Ji-Paraná, mas essa hipótese já é quase descartada.
Isso porque uma análise do Laboratório Cibernético indicou que o conteúdo de pedofilia possivelmente era difundido pelo casal através de uma rede na dark web, isto é, não seria de autoria própria.
O que foi apreendido na casa?
No imóvel onde o casal de médicos reside, em Ji-Paraná, os policiais apreenderam duas armas e munições, além dos computadores usados para compartilhar imagens de pedofilia.
Um carro do casal também foi apreendido e levado para a Delegacia da Polícia Civil em Ji-Paraná.

O que deve acontecer com os médicos?
Pelos crimes de armazenamento de pedofilia, caso condenados, os médicos poderão cumprir penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão. Eles também devem responder por tentativa de homicídio, já que o homem e a mulher atiraram contra policiais para impedir o cumprimento do mandado de busca.
Além disso, os profissionais da saúde podem sofrer a cassação do registro no Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero).

(G1)
