Região de garimpos na Terra Yanomami registra dois ataques a tiros em menos de 24 horas



Polícia Militar relatou ataque a tiros horas depois que garimpeiros armados atiraram contra fiscais do Ibama na Terra Yanomami nessa quinta-feira (23). Seis suspeitos foram levados para a delegacia da Polícia Civil onde prestaram depoimento e foram liberados por 'falta de provas'.

 

Regiões de garimpos na Terra Indígena registraram dois ataques à policiais em menos de 24 horas essa quinta-feira (23), em Roraima. No primeiro, garimpeiros tentaram furar o bloqueio de fiscalização do Ibama, atiraram contra os ficais e um invasor acabou baleado. No segundo, policiais militares relataram ter sido atacado a tiros no rio Uraricoera - seis homens foram presos suspeitos.

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Os seis suspeitos presos pela PM foram um homem de 50 anos e outros cinco com idades entre 22 e 26 anos. Ele foram levados à Central de Flagrantes da Polícia Civil, mas, após serem ouvidos, foram liberados "por falta de provas".

A prisão do grupo aconteceu por volta das 16h40, quando os policiais foram informados de que alguns suspeitos haviam atirado contra outra equipe da PM. Eles estavam em uma canoa e tentaram fugir.

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Durante buscas pela região, os policiais militares perceberam uma movimentação em um bar localizado abaixo da ponte sobre o rio Uraricoera. O local é conhecido como ponto de embarque e desembarque de garimpeiros ilegais.

Ao avistarem a presença dos policiais, quatro pessoas fugiram em uma canoa. Outra embarcação, com os jovens de 26, 25 e 24 anos, foi detida pela equipe policial.

Além deles, o homem, de 50 anos, e outros dois jovens, foram presos. Os suspeitos estavam em uma caminhonete, que transportava um quadriciclo e um motor de embarcação.

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Na delegacia, segundo a Polícia Civil, o delegado plantonista fez as diligências e ouviu os envolvidos.

Após as análises, o delegado constatou que não foram apreendidas armas de fogo e "tampouco qualquer tipo de material de garimpo, salvo, o motor náutico e o quadriciclo, todavia, não restou comprovada a participação deles no crime de garimpo ilegal", informou, em nota, a Polícia Civil.

Com isso, devido a falta de provas, eles foram liberados e tiveram os bens restituídos - a caminhonete, o motor e quadriciclo.

Ataque ao Ibama e baleado

Horas antes da prisão efetuada pela PM, garimpeiros a bordo de sete barcos do tipo voadeiras furaram o bloqueio de fiscalização na região de Palimiú e atiraram contra agentes do Ibama.

Os ficais revidaram e um dos invasores foi baleado. O local é o mesmo em que garimpeiros ilegais abriram fogo contra a Polícia Federal em maio de 2021, e onde foi instalado um cabo de aço no rio para impedir a passagem dos invasores.

O Ibama informou que os criminosos atiraram contra agentes do órgão que haviam abordado uma das embarcações. Os criminosos desciam o rio Uraricoera em sete "voadeiras" de 12 metros carregadas de cassiterita.

O carregamento de minério roubado da terra indígena foi identificado por drones operados pelo Ibama. Após o ataque, os criminosos fugiram e o garimpeiro baleado, Gelso Barbosa Miranda, de 32 anos, foi preso pela Polícia Federal no Hospital Geral de Roraima (HGR).

O ponto de fiscalização fica na comunidade indígena de Palimiú. A segurança da base, instalada no último dia 7, é feita por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama.

(G1)



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