Polícia Federal deflagra “Operação Ouro na Fronteira” para combater garimpo ilegal na Amazônia



Redação, Porto Velho (RO), 13 de janeiro de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (12) a Operação Ouro na Fronteira, uma ação integrada com a Polícia Nacional da Bolívia e coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), com o objetivo de combater o garimpo ilegal de ouro nas fronteiras entre o Brasil e a Bolívia.

A ofensiva mobilizou mais de 50 policiais federais e bolivianos, além das forças brasileiras de segurança ambiental e pública, como a Polícia Militar de Rondônia, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam-RO). Para a operação foram empregadas seis embarcações, que navegaram por trechos estratégicos dos rios Mamoré, Madeira (Brasil) e Madre de Dios (Bolívia), regiões fortemente afetadas por extração ilegal de minérios.

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Diligências e resultados iniciais

No lado brasileiro da fronteira, as equipes destruíram três dragas de grande porte que estavam operando clandestinamente, impedindo a continuidade da extração ilegal nesses pontos críticos. Os garimpos ilegais são conhecidos por causar severos impactos ambientais, como a contaminação de rios e solos e a degradação de áreas de floresta — especialmente pelo uso de mercúrio, um metal altamente poluente cujo uso em garimpo coloca em risco a saúde de populações ribeirinhas e a biodiversidade local.

Durante as ações, também foram apreendidos frascos de mercúrio e outros materiais usados no processo de mineração clandestina, aumentando a preocupação com os efeitos tóxicos desses resíduos sobre o meio ambiente. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, configurando uma linha adicional de combate a crimes conexos praticados em áreas de garimpo.

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Contexto regional e transnacional

A execução da Operação Ouro na Fronteira insere-se dentro do contexto maior da Operação Madeira Mamoré, que visa enfrentar crimes ambientais e transnacionais no noroeste de Rondônia, incluindo a exploração ilegal de minérios e a violação de normas ambientais e de fronteira.

O garimpo ilegal de ouro tem sido um desafio persistente na região amazônica, não apenas pela destruição direta de florestas e contaminação de cursos d’água, mas também por fomentar redes criminosas que operam em ambientes fronteiriços com baixa presença estatal e forte circulação de insumos ilícitos. Operações anteriores em outras áreas da Amazônia também demonstraram que a extração irregular causa danos ambientais graves, incluindo mudanças na fauna e flora de rios, além de levar mercúrio para as cadeias alimentares humanas e naturais.

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Continuidade das investigações

As autoridades afirmam que as investigações continuam para identificar não apenas os garimpeiros que atuam diretamente na extração clandestina, mas também financiadores, operadores e demais responsáveis pela estrutura criminosa que sustenta o garimpo ilegal na fronteira. A atuação integrada com forças bolivianas e órgãos ambientais representa uma estratégia ampliada de repressão e cooperação internacional no combate a crimes que ultrapassam fronteiras nacionais.

A “Operação Ouro na Fronteira” reafirma o compromisso das instituições brasileiras em proteger o meio ambiente amazônico e coibir práticas que degradam ecossistemas, contaminam recursos naturais e possibilitam a circulação de ilícitos em áreas remotas da fronteira Brasil-Bolívia.

Fonte: noticiatudoaqui.com



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