
Redação, Porto Velho RO, 31 de janeiro de 2026 - Um relatório recente divulgado pela Receita Federal do Brasil aponta que o estado de Rondônia figura de forma significativa nas rotas aéreas e fluviais utilizadas pelo tráfico internacional de drogas, evidenciando a complexidade do enfrentamento ao crime organizado na região Norte do país. Os dados constam em uma análise que inclui apreensões e tendências de atuação dos narcotraficantes nos últimos anos.
No contexto nacional, o Brasil continua como um dos principais pontos de trânsito de cocaína e outras substâncias ilícitas da América do Sul para mercados na Europa, na África e em outros continentes, apesar de apreensões recordes feitas em portos e aeroportos. Só em 2024 foram interceptados cerca de 69,6 mil quilos de drogas, valor superior ao de 2023 e bem acima dos números de dez anos atrás, refletindo tanto o aumento dos fluxos quanto a intensificação das ações de fiscalização.

Rondônia, por sua localização geográfica e características naturais, aparece nos mapas dessas rotas criminosas, tanto como área de entrada quanto como corredor logístico. O estado faz fronteira com a Bolívia ao longo de mais de mil quilômetros, muitos dos quais atravessados por rios extensos e densas áreas de floresta — cenário que dificulta o controle e é explorado por organizações criminosas para movimentar grandes carregamentos de drogas com menor risco de detecção.
Especialistas em segurança pública apontam que essas rotas fluviais, menos vigiadas que as terrestres e aéreas convencionais, tornam a região estratégica para o crime organizado. Além disso, a proximidade de países produtores de cocaína, como Bolívia, Colômbia e Peru, agrava o desafio: cargas significativas de entorpecentes são movimentadas rumo a centros de distribuição internacionais antes de seguirem para outros continentes.
As apreensões recordes representam, por um lado, o esforço das autoridades em combater o tráfico e, por outro, a persistência e adaptação das redes criminosas às operações de fiscalização. O avanço e a sofisticação das rotas de tráfico na Amazônia Legal exigem cada vez mais integração entre órgãos federais, estaduais e internacionais para enfrentar o desafio de reduzir a influência do crime organizado na região.

Fonte: noticiastudoaqui.com