Apreensões de Drogas na Amazônia Disparam: PF e PRF Registram Crescimento e Novos Recordes



Redação, Porto Velho RO, 09 de fevereiro de 2026 - As apreensões de drogas na região da Amazônia Legal por Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) continuam em forte expansão, segundo dados consolidados em relatório divulgado recentemente. Entre 2019 e 2024, a PF retirou de circulação 118 toneladas de cocaína na região — aumento de cerca de 85% em comparação ao início do período — e a PRF apreendeu 84 toneladas, com crescimento de quase 240%, somando um total de 202 toneladas de cocaína interceptada pelas duas instituições federais no intervalo.

O crescimento das apreensões reflete duas dinâmicas principais: a intensificação das ações de fiscalização e inteligência policial nas fronteiras e rotas de escoamento da droga e a expansão das rotas de tráfico por via fluvial e rodoviária que cruzam o Norte brasileiro. Especialistas apontam que a Amazônia Legal tornou-se um dos principais corredores para o deslocamento de cocaína produzida nos países andinos em direção aos mercados nacionais e internacionais.

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Dados oficiais de 2025 confirmam a tendência de ações mais enérgicas: nas rodovias federais, a PRF também registrou volumes recordes de apreensões em outros estados, como o Paraná, que somou 292,7 toneladas de drogas apreendidas em 2025 — maior marca da série histórica local. Além disso, no âmbito nacional, a PF segue ampliando sua atuação em aeroportos e fronteiras: no Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) foram apreendidos quase 4 toneladas de entorpecentes em 2025, com 820 prisões relacionadas ao tráfico internacional.

O panorama na Amazônia também inclui as operações estaduais. Por exemplo, no Amazonas, as forças de segurança estaduais registram recordes com 46,6 toneladas de drogas apreendidas em 2025, superando o total de anos anteriores e destacando a participação regional no combate ao narcotráfico.

Autoridades de segurança pública reforçam que a expansão das apreensões não se limita à quantidade interceptada: também há foco na desarticulação de redes criminosas, na cooperação entre órgãos federais e estaduais e no uso de tecnologia e inteligência integrada. O objetivo é reduzir não apenas o fluxo de entorpecentes, mas também os impactos sociais e econômicos associados ao tráfico na Amazônia e no Brasil como um todo.

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Fonte: noticiastudoaqui.com

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