
Redação, Porto Velho RO, 24 de fevereiro de 2026 - A Polícia Federal do Brasil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, com o apoio da Fundação Nacional do Índio, deflagraram nesta terça-feira (24/2/2026) a Operação Erisícton, uma ação coordenada de combate a crimes ambientais que vêm sendo investigados há mais de dois anos na Terra Indígena Roosevelt, que se estende entre os estados de Rondônia e Mato Grosso.
A ofensiva teve como foco associação criminosa, desmatamento ilegal e comércio irregular de madeira retirada da área protegida — uma das maiores florestas tropicais contínuas do planeta e território tradicional de povos indígenas.
Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO), com participação direta de 108 servidores federais nas diligências. A ação resultou em duas prisões em flagrante — uma por posse irregular de arma de fogo e outra por receptação qualificada — além de apreensões de veículos, armas, celulares e grandes volumes de madeira extraída ilegalmente.
Laudos técnicos preliminares calcularam o dano ambiental em cerca de R$ 41,9 milhões, considerando o volume de madeira explorado de forma irregular, os impactos sobre a flora nativa e o solo, e os prejuízos ao ecossistema local.
Segundo as investigações, o esquema criminoso envolvia rede organizada de desmatadores, motoristas de transporte de carga e proprietários de madeireiras que adquiriam a madeira oriunda da TI Roosevelt sem documentação legal — prática que desestabiliza os mecanismos legais de proteção ambiental e ameaça diretamente a integridade da terra e dos modos de vida indígenas.
A operação é um reflexo do esforço conjunto entre órgãos federais de fiscalização e proteção ambiental para coibir práticas que atentam contra áreas de conservação e territórios indígenas, reforçando a aplicação da legislação ambiental e penal para responsabilizar quem explora recursos naturais sem autorização e fora dos parâmetros legais.
A continuidade das apurações poderá envolver medidas judiciais adicionais, como pedidos de bloqueio de bens, análise pericial aprofundada dos materiais apreendidos e a identificação de outros possíveis integrantes da rede criminosa.
Fonte: noticiastudoaqui.com