
Redação, Porto Velho (RO), 26 de fevereiro de 2026 – Uma ação da Força Tática do 9º Batalhão da Polícia Militar terminou em prisão na noite da última quarta-feira (25), quando uma jovem de 18 anos — que havia completado a maioridade civil apenas um dia antes — foi detida em flagrante por tráfico de drogas na região do campo “Abobrão”, no bairro Cohab, zona Sul da capital rondoniense.
Segundo a ocorrência registrada pela corporação, a abordagem ocorreu após denúncias anônimas que apontavam para a comercialização de substâncias ilícitas e possível aliciamento de adolescentes para participação nas atividades criminosas do local. As informações que motivaram a operação foram suficientes para que os policiais realizassem a detenção da suspeita durante o patrulhamento tático.
Durante a revista, a equipe encontrou com a jovem uma mochila contendo diversas porções de substância análoga à maconha, já embaladas e fracionadas para comercialização, configurando o crime de tráfico de drogas. Diante da constatação da posse e das circunstâncias da abordagem, ela recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzida à Central de Flagrantes de Porto Velho, onde os procedimentos legais foram efetuados, incluindo a apreensão do entorpecente.
A singularidade do caso chamou a atenção das autoridades e da comunidade: a detida havia alcançado a maioridade civil apenas um dia antes da prisão. Por esse motivo, diferentemente do que ocorreria se ainda fosse menor, ela responderá criminalmente como adulta, com suas ações e consequências sendo analisadas na esfera judicial comum.
Especialistas em segurança pública destacam que casos em que jovens são detidos logo após completar 18 anos — em flagrante — são relativamente raros, mas ilustram como a legislação brasileira trata a maioridade penal: crimes cometidos após os 18 anos são julgados pelo sistema de justiça comum, com penas mais severas do que as previstas para menores. Esse fenômeno é discutido em diferentes contextos de debates sociais e legais no Brasil.
A prisão reforça a importância das denúncias e do trabalho policial preventivo no combate ao tráfico de drogas, especialmente em áreas urbanas onde a venda de entorpecentes é associada a outros crimes e à vulnerabilidade de jovens e crianças. As investigações agora seguem sob responsabilidade da Justiça, que deverá avaliar as circunstâncias do flagrante, a materialidade e a participação da detida, além de possíveis vínculos com grupos mais amplos de tráfico.
Fonte: noticiastudoaqui.com