
Redação, Porto Velho (RO), 26 de fevereiro de 2026 — Uma ação coordenada entre a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, entre os dias 23 e 25 de fevereiro, uma operação de combate ao garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, que se estende pelos municípios de Cacoal (Rondônia) e Rondolândia (Mato Grosso). A iniciativa é parte das estratégias federais para enfrentar crimes ambientais e proteger territórios tradicionais e o bioma amazônico.
A operação resultou na localização e inutilização de diversos acampamentos clandestinos utilizados por garimpeiros, além da destruição de uma escavadeira hidráulica, uma motocicleta e vários motores que alimentavam bombas de extração de minérios — equipamentos que, somados, representam um prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil ao esquema de exploração ilegal de minérios.
Além da destruição de maquinário, a ação visou desarticular a infraestrutura física que permitia a extração e beneficiamento de minerais, dificultando a continuidade das frentes de garimpo ilegais que degradam solos e cursos d’água na região. Segundo as autoridades, essa atuação integrada já faz parte do planejamento da Polícia Federal e do Ibama para preservar o bioma amazônico e os direitos dos povos indígenas que habitam a área.
O garimpo ilegal em terras indígenas é uma prática que historicamente provoca sérios impactos ambientais — incluindo desmatamento, contaminação de rios com mercúrio e destruição de habitats — além de ameaçar diretamente as formas de vida das comunidades indígenas locais. Casos semelhantes já haviam sido enfrentados em outras operações federais na Amazônia, que também resultaram na destruição de maquinário pesado e na desmobilização de acampamentos em territórios como a Terra Indígena Kayapó e outras áreas sob proteção federal.
Essa ação reforça o compromisso do Estado brasileiro com a proteção de unidades territoriais indígenas e com o cumprimento da legislação ambiental. A estratégia de atuar em conjunto com órgãos ambientais federais é vista como essencial para desmontar as cadeias de exploração ilegal e reduzir a pressão sobre ecossistemas frágeis e vitais para a manutenção da biodiversidade amazônica.
Analistas ambientais lembram que o combate ao garimpo ilegal exige não apenas ações pontuais de força policial, mas também a continuidade de ações de fiscalização, diagnóstico socioambiental e políticas públicas que considerem proteção territorial, economia sustentável e a participação das comunidades tradicionais na gestão de seus territórios.
Fonte: noticiastudoaqui.com