
Redação, Porto Velho RO, 21 de março de 2026 - Uma operação integrada de forças de segurança brasileiras e bolivianas resultou na prisão de uma liderança criminosa de alta periculosidade na região de fronteira entre Rondônia e a Bolívia, reforçando o cerco ao crime organizado transnacional que atua na Amazônia.
A ação ocorreu na madrugada deste sábado (21) e foi coordenada pelo Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira (NIIF), em Guajará-Mirim, com apoio da Polícia Federal, forças estaduais e cooperação direta da polícia boliviana. O alvo da operação foi Luzinildo Cardoso de Carvalho, conhecido como “Velho Saulo”, apontado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa com atuação na região Norte do país.
Segundo as investigações, o suspeito exercia papel estratégico dentro da facção, sendo responsável por coordenar atividades ilícitas e até ordenar execuções à distância. Ele possuía mandados de prisão em aberto por crimes como tráfico de drogas e associação criminosa.
Captura internacional e uso de identidade falsa

A prisão foi possível após troca de informações de inteligência entre autoridades brasileiras e bolivianas. O foragido estava escondido na cidade boliviana de Guayaramerín, utilizando documentação falsa para dificultar sua identificação.
Após ser localizado, ele foi detido pelas forças de segurança e entregue às autoridades brasileiras, sendo transferido para o Brasil ainda nas primeiras horas da operação.
Fronteira é rota estratégica do crime

A região de fronteira entre Rondônia e a Bolívia é considerada estratégica para o crime organizado, especialmente para o tráfico internacional de drogas e armas. A extensa faixa de divisa, marcada por rios e áreas de difícil acesso, facilita a atuação de organizações criminosas e exige ações coordenadas entre os países.
A operação evidencia o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime transnacional e reforça o papel da inteligência policial como ferramenta essencial para localizar e capturar criminosos que tentam se esconder fora do país.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e aprofundar o mapeamento das rotas e conexões utilizadas pelo grupo na região amazônica.
Fonte: noticiastudoaqui.com