PF e Ibama destroem 10 dragas usadas na extração ilegal de ouro no Rio Madeira, mas nacotraficantes ficam na boa



PF e Ibama destroem 10 dragas usadas na extração ilegal de ouro no Rio Madeira, mas nacotraficantes ficam na boa

Redação, Porto Velho RO, 27 de agosto de 2026 - Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atingiu diretamente a estrutura utilizada pelo garimpo ilegal no Rio Madeira, em Rondônia. Durante a ação realizada nesta quarta-feira (26), dez dragas empregadas na extração clandestina de ouro foram localizadas e destruídas, juntamente com motores, combustível e outros equipamentos utilizados na exploração mineral irregular.

A ofensiva representa mais uma etapa do trabalho de fiscalização desenvolvido pelas instituições federais para impedir a utilização de estruturas clandestinas na exploração dos recursos minerais do rio. As dragas são equipamentos fundamentais para esse tipo de atividade, pois permitem a retirada de sedimentos do leito do Madeira em busca de ouro, operação que, quando realizada sem autorização e fora das normas ambientais, pode provocar impactos significativos sobre o ambiente aquático.

Além das dez embarcações, as equipes destruíram motores, combustível e outros materiais empregados na operação das estruturas de garimpo. A estratégia adotada pelos agentes busca não apenas retirar os equipamentos de circulação, mas também interromper a capacidade operacional das frentes clandestinas instaladas no rio.

ATAQUE À ESTRUTURA DO GARIMPO

A inutilização das dragas representa um golpe direto contra a logística do garimpo ilegal. Sem as embarcações, motores, combustível e demais equipamentos necessários para a operação, os responsáveis ficam impedidos de manter imediatamente as atividades nos pontos fiscalizados.

A ação também demonstra que o combate à mineração clandestina não está restrito à identificação de pessoas que trabalham diretamente nas áreas de exploração. A fiscalização busca alcançar toda a estrutura que permite o funcionamento da atividade, incluindo equipamentos e recursos utilizados para manter as operações no leito do rio.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o trabalho de fiscalização continua com o objetivo de identificar os responsáveis pela extração ilegal, possíveis financiadores e outros integrantes da cadeia de exploração mineral.

INVESTIGAÇÃO MIRA QUEM ESTÁ POR TRÁS

A destruição das estruturas encontradas é apenas uma parte da atuação dos órgãos federais. A partir dos equipamentos localizados e das informações obtidas durante as diligências, as investigações podem avançar na tentativa de identificar quem controla, financia ou fornece suporte logístico às atividades clandestinas.

Esse aspecto é considerado estratégico porque o garimpo ilegal depende de uma cadeia que vai muito além da presença das equipes diretamente envolvidas na extração. Combustível, motores, embarcações, transporte, manutenção e comercialização do minério fazem parte de uma estrutura que precisa ser desarticulada para reduzir a capacidade de retomada da atividade.

A atuação integrada da PF e do Ibama, portanto, combina repressão criminal e fiscalização ambiental, com a possibilidade de aprofundamento das investigações para responsabilizar os envolvidos conforme a participação de cada um.

PRESSÃO SOBRE O GARIMPO NA AMAZÔNIA

A ofensiva no Rio Madeira ocorre em meio à intensificação das ações de combate a crimes ambientais em Rondônia. Nas últimas semanas, operações federais também atingiram estruturas utilizadas em atividades ilegais em áreas protegidas do estado.

Em agosto, por exemplo, PF e Ibama atuaram contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro, enquanto outras operações federais alcançaram atividades de exploração mineral e crimes ambientais em unidades de conservação e terras protegidas.

O cenário mostra uma estratégia de fiscalização cada vez mais voltada à desestruturação dos meios utilizados pelos criminosos, com inutilização de máquinas, embarcações, motores, acampamentos e outros equipamentos quando a remoção não é viável ou quando sua permanência representa risco de continuidade da atividade ilícita.

RIO MADEIRA NO CENTRO DA DISPUTA

O Rio Madeira possui importância econômica, ambiental e social para Rondônia e para a Amazônia. Por isso, a exploração ilegal de ouro no seu leito representa uma preocupação que ultrapassa a questão criminal e alcança também a preservação dos recursos naturais.

A retirada irregular de sedimentos e a utilização de equipamentos destinados à mineração clandestina podem alterar áreas do leito e provocar impactos ambientais. A fiscalização federal busca impedir que essas estruturas permaneçam em funcionamento e avancem sobre novos pontos de exploração.

A operação desta quarta-feira reforça, assim, a pressão sobre os grupos que insistem em utilizar o rio para a extração clandestina de ouro.

Com dez dragas destruídas, além de motores, combustível e outros equipamentos, a ação retirou uma parcela significativa da infraestrutura encontrada pelas equipes. Mas o trabalho não termina com a inutilização das máquinas: a próxima etapa é justamente descobrir quem são os responsáveis, quem financia a atividade e como funciona a cadeia que sustenta a exploração ilegal de ouro no Rio Madeira.

Fonte: noticiastudoaqui.com




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