
A crise envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos e elevou a temperatura entre os Três Poderes. Cresce, nos bastidores de Brasília, a possibilidade de que, pela primeira vez, o afastamento de um integrante da Corte seja efetivamente analisado pelo Senado em meio a um ambiente descrito como “tempestade perfeita”.
Tempestade no Supremo
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após reunião no Supremo Tribunal Federal. O gesto, interpretado como tentativa de conter danos, não arrefeceu a pressão.
Embora Alexandre de Moraes seja recordista em número de pedidos de impeachment no Senado, é Toffoli quem hoje enfrenta o cenário mais delicado. Avaliações internas indicam que o desgaste político e institucional se aprofundou com o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master.
Caso Banco Master e o pedido da PF
A crise se intensificou após a Polícia Federal pedir a suspeição de Toffoli, apontando suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Mensagens encontradas em celular apreendido pela PF mencionariam o ministro em conversas entre o empresário e terceiros. Toffoli nega qualquer relação de amizade ou vínculo comercial com o banqueiro.