'Árbitro de vídeo não vai apitar jogo', diz chefe de arbitragem da Fifa
Por: Redação | Publicado em: | Categoria: Futebol
O sistema de árbitro de vídeo (VAR) será usado como um suporte, garantiu Massimo Busacca
Pela primeira vez na Copa do Mundo, o sistema de árbitro de vídeo (VAR) será usado. E a entidade quer que ele funcione apenas como um suporte para o juiz em campo e seja utilizado a menor quantidade de vezes possíveis na tomada de decisões. "O VAR é um suporte. Não é ele que vai apitar o jogo. O juiz que está em campo precisa saber que é ele quem decide e precisa esquecer que existe tecnologia. Não podemos mudar esta atitude. Claro que sabemos que existem situações complicadas e por isso se faz necessária a tecnologia", afirmou o suíço Massimo Busacca, chefe de departamento de arbitragem da Fifa.
Diferentemente dos outros torneios onde já foi utilizado, como no Mundial de Clubes e Copa das Confederações de 2017, o VAR passou por ajustes e mudanças de protocolo. Agora, apenas em situações interpretativas o árbitro poderá consultar o monitor localizado ao lado do campo. Antes, podia fazê-lo em qualquer situação.
"Se sou o árbitro e vou seis, sete vezes ao monitor vou começar a questionar o meu trabalho. É como um jogador que tem cinco chances de marcar e não faz o gol. Claro que se for uma situação de impedimento complicada e precisar consultar o monitor quatro cinco vezes, é algo aceitável", disse Busacca.
O suíço também afirmou que todo o tempo gasto para a revisão de jogadas será acrescentado ao tempo final e que não espera decisões que extrapolem um minuto. "Na Copa do Mundo do Brasil, a média de bola rolando foi de 57 minutos. Em outros 33 não houve jogo, seja por lateral, falta, tiro de meta. Se temos uma situação complexa, onde precisamos buscar três, quatro câmeras e perde entre 30 segundos e um minuto eu não vejo problema. Porque depois será colocado nos acréscimos, enquanto o tempo perdido pelos jogadores no máximo são dado quatro ou cinco minutos de acréscimo", afirmou.
Todo o sistema do VAR funcionará a parir de uma sala montada dentro do International Broadcast Centre (Centro Internacional de Transmissão), em Moscou. As imagens captadas pelas 33 câmeras de transmissão e mais duas exclusivas de linha de impedimento, em cada uma das 12 arenas da Copa, serão enviadas diretamente para o centro por meio de um sistema de fibra ótica. Do IBC, a equipe do VAR terá comunicação direta com o árbitro no campo via rádio.
Serão 13 árbitros exclusivos de VAR (a equipe é composta por quatro em ação em cada jogo) e outros seis árbitros de campo que podem atuar na função. "Se não houvesse esta central em Moscou, o sistema seria inviável. Não temos 100 árbitros de vídeo para ficar viajando pelo país. Aqui eles ficam todos a menos de 15 minutos do centro de operação. Não temos como ter uma sala como esta em cada um dos 12 estádios", disse Busacca.
Caso haja falha no sistema da fibra ótica, há um backup por transmissão de satélite. Caso também haja falha, uma sala de emergência localizada nos estádios será utilizada. Neste caso, o quarto árbitro vai para a cabine. Instrutores da Fifa estão dando palestras a todos os times na chegada à Rússia para explicar como vai funcionar o sistema e deixar claro o que é ou não permitido.
A Fifa também explicou que condutas antidesportivas após a marcação de um gol e sejam punidas com cartão amarelo, por exemplo, não serão retiradas ainda que o tento seja anulado.Na prática, se um atleta tirar a camisa numa comemoração e o gol for anulado, o cartão seguirá. Com informações da Folhapress.
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