Sebrae dá apoio para agregar valor aos produtos indígenas



Em Cacoal, por meio da Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do
Povo Indígena Paiter Suruí (Coopaiter), está acontecendo a
comercialização de castanhas in natura, a preços baixos e apenas no
mercado local. Ainda quando governador, Daniel Pereira atual diretor
superintendente do Sebrae em Rondônia, e o diretor técnico Samuel
Almeida, articularam apoio junto à Coopaiter em um de seus projetos de
beneficiamento da castanha para posterior comercialização para a
Coreia do Sul. Anteriormente, a própria cooperativa já havia feito
esse contato com compradores coreanos.

O Governo do Estado de Rondônia tem dedicado atenção à iniciativa, mas
os procedimentos precisam ser realizados com um layout adequado à
produção em maior escala e, principalmente, estabelecer gestão para a
comercialização. Essa capacidade administrativa em maior escala
tornará possível a exportação para a Coreia do Sul. Os aspectos de
logística também precisam de atenção, porque a Coopaiter não possui
local adequado para instalação do processo produtivo.

A diretoria do Sebrae colocou o escritório regional de Cacoal, com a
analista Thuylla Gomes Ribeiro, como interface junto à representante
da cooperativa Elisângela Suruí. Sua primeira atribuição foi descobrir
quais eram suas necessidades para avançar nessa iniciativa e foi
apresentada a demanda por um projeto de viabilidade técnica, econômica
e financeira para compra de maquinário. Como o povo Suruí não dispõe
de recursos para pagar pelos projetos, Thuylla procurou a Universidade
Federal de Rondônia e em contato com os professores e coordenadores do
curso de Engenharia de Produção, foi verificada a possibilidade do
projeto ser realizado como extensão do curso. Eles aceitaram, o
projeto será desenvolvido pela Empresa Júnior do curso a custo zero. E
no dia 25, segunda-feira, foi realizada a primeira reunião de início
do projeto no campus da UNIR em Cacoal e o Sebrae foi o articulador
dessa parceria.



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