Mais um verão com falta d’água. Por culpa do governo



A população de Porto Velho, viverá nesse ano, mais um verão sem água potável nas torneiras. As obras de implantação das redes de abastecimento, de construção da estação de tratamento e de captação das águas, estão paradas desde novembro do ano passado. E assim continuam até agora. Tanto na Capital quanto em Ji-Paraná e outras cidades do estado.

Em outubro do ano passado José Irineu, presidente da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), declarou enfaticamente ao noticiastudoaqui.com:

 

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- Com todo pessimismo, até maio do ano que vem, 80% da população de Porto Velho terá água tratada na torneira de casa”. 

Estamos em 14 de maio e o prognóstico não aconteceu. Nem vai acontecer neste verão. Segundo informações da Caerd o fato se deve a duas ações do governo de Rondônia.

A primeira, foi a suspensão das obras pelo governo do estado, no mês de novembro, por falta de orçamento para pagar as empresas. O dinheiro, oriundo do governo federal através do Programa de Aceleração do Crescimento, (PAC), estava e continua na conta bancária. Mas o executivo priorizou outros fornecedores com o saldo de orçamento que tinha. As obras pararam desde então.

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- Se não fosse essa decisão governamental, o que eu afirmei em outubro do ano passado estaria se confirmando agora. E Porto Velho teria o seu primeiro verão com água em 80% das casas, após décadas de sofrimento, esclareceu Irineu ao repórter.

A segunda, foi a retirada do Pac da Caerd. Com o novo governo, só agora, em 17 de abril, projeto de lei que autoriza o remanejamento dos recursos do orçamento da Caerd para o DER foi aprovado pelo Poder Legislativo. Até então, não havia definição de quem seria o gestor do Programa.

PODE PERDER O DINHEIRO

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Agora, a Caerd aguarda que o Departamento de Estrada e Rodagem indique e nomeie o novo gestor do Pac. Este personagem é quem dará o sinal verde para que as obras continuem. E o dinheiro continua no banco. Esperando.

Mas a Caixa Econômica Federal tem emitido documento ao governo do estado alertando que acelere as providências para o reinício das obras sob o risco de perder o dinheiro.

- Enquanto esses entraves não forem resolvidos, a Caerd não tem nem como fazer um prognóstico. O que posso dizer é que, após essas questões solucionadas, as obras reiniciadas e se nada mais atrapalhar, esse será o último verão com dificuldades de abastecimento. No próximo, não faltará água, reafirma o esperançoso Irineu.

LENÇOL FREÁTICO BAIXA

Já estamos no verão e o lençol freático começa a baixar. Mesmo com a presença, ainda, de algumas pancadas de chuvas. A partir de junho os poços da Caerd, que alimentam os sistemas independentes de abastecimento, principalmente das Zona Leste e Zona Sul, passam a ter menos água. Portanto, menos oferta para as pessoas.

 

- Especialmente no alto verão, período de estiagem, de seca absoluta nos meses de agosto/setembro, quando os lençóis, mesmo em águas profundas onde fazemos captação, apresentam problemas de vazão. Aí os poços começam a reduzir sua capacidade de fornecer água, Informa Irineu.

Pela mesma razão, os consumidores buscam reativar, limpar e cavar os poços amazônicos. Mas a vazão é pequena e as águas do lençol freático mais próximos da superfície estão contaminados. Pode até resolver um problema no momento. Mas cria outros mais graves: na saúde. Diarreia, vômitos, verminoses e febres são as ocorrências mais comuns que vão parar nos postos de saúde.

LIMPANDO POÇOS

Para reduzir a perda de volume de água nos poços dos sistemas independentes, Irineu informa que licitou e a empresa ganhadora está realizando o trabalho de manutenção. Limpando, reescavando e até perfurando novos poços. Um esforço para atender o consumidor e minimizar o racionamento, comum no verão.

- Nós estamos trabalhando com poços que existem há anos. E eles, ao longo do tempo, vão se danificando e reduzindo sua capacidade de vazão. Daí a necessidade de recuperar os poços existentes. Coisa que as gestões anteriores vinham deixando de fazer, esclarece o presidente.

Para finalizar, ele informa que:

 

- Hoje, nós trabalhamos com 600 mil litros de água por segundo, no sistema central existente, que é a Região Central da cidade. Quando incluirmos o novo sistema, cujas obras estão paradas e espero que logo recomecem, vamos para 1 mil e 600 litros de água por segundo, além da produção dos sistemas independentes, ou seja, dos poços artesianos. Aí vamos abastecer Porto Velho com tranquilidade, encerrou o presidente da Caerd.

Veja, no link abaixo, entrevista completa concedida em outubro de 2018.

https://noticiastudoaqui.com/artigo/2018O20qJ495bcb99d9

Fonte: noticiastudoaqui.com

 

 

 




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