Com 46% de distanciamento social, Rondônia começa abrir o comércio e desafia o coronavírus



 

Com 34 confirmações de covid-19, 25 deles em Porto Velho, a ânsia de patrões, empregados e trabalhadores autônomos de voltar à vida normal, pode jogar por terra todo o esforço de quarentena imposto e vivido pela metade da população até agora.

O fato da população da Capital ser equivalente a um bairro médio de São Paulo ou Rio de Janeiro, ou de só termos 4,5 pessoas por quilômetro quadrado, não nos torna imune do avanço da Pandemia do coronavírus. São somente fatores naturais que nos ajudam.

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Contra nós e a favor do avanço da doença contagiosa está o nosso baixo distanciamento social, de somente 46% dos rondonienses guardando a quarentena. Deveria ser de 70% dos habitantes do estado. Aí, sim, teríamos uma barreira de contenção ao vírus letal.

Não adianta morar na fazenda ou no sítio, se achando protegido, se as pessoas se locomovem indo à cidade ou se juntando com outras, que circulam livremente por aí. Com essa liberdade, a doença vai chegar na roça. Assim como chegou nas aldeias de Roraima.

Quarentena ou trabalho?

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A falta de dinheiro, os compromissos vencidos, a falta das coisas dentro de casa e a monotonia da quarentena, exaspera os mais necessitados e, de forma geral, todo mundo. E fica difícil decidir qual caminho seguir: ficar em casa ou ir trabalhar. Enfim, sair, andar, ir para a rua.

Em Porto Velho, já tem muitas atividades funcionando, autorizadas ou não, pelos governos do município e do estado. Desafiando todos os riscos, as ruas estão ficando cheias de gente desprotegidas e expostas. Principalmente nas Zona Leste e Zona Sul.

Ariquemes abriu parcialmente o comércio e o setor de serviços, e fechou. Os atos de abrir e fechar, foram decorrentes de decisão judicial analisando decreto municipal que liberava as atividades. Agora está fechado, com base na última decisão, exarada pelo o desembargador Gilberto Barbosa, do Tribunal de Justiça do estado.

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Ontem, 11, foi a vez de Ji-Paraná. O governo local ancorado no fato de, até agora, a cidade só ter um caso registrado, baixou decreto autorizando o comércio, setor de serviços e outros negócios a abrirem suas portas a partir de 2ª feira.

Amanhã, se a justiça não impedir, a economia voltará a girar na segunda maior cidade do estado. E o coronavírus, também.

Roleta russa

Toda esta inquietude não é sem razão. Mesmo com o governo federal distribuindo auxílios aos desempregados e autônomos, essa ajuda não alcança todo mundo que precisa. E, onde chega, ainda é pequena diante do tamanho da necessidade. Então, todos querem trabalhar. Tanto empregados quanto patrões.

E, se as empresas abrirem suas portas, haverá gente circulando nas ruas. E os autônomos terão quem consuma seus produtos e sua mão-de-obra. Todos ganham a vida.

Mas é bom lembrar que em menos de uma semana Rondônia saiu de 15 para 35 casos e 2 duas mortes. No mesmo período, o Brasil saltou de 500 e poucas mortes para mais de 1.100. E o estado do Amazonas, nosso vizinho, é agora, uma das preocupações do Ministério da Saúde. A doença cresceu, avançou e os hospitais de Manaus não estão mais dando conta. Isto tem que ser considerado.

- É melhor morrer lutando, que morrer como um covarde! Disse um empresário ao repórter do noticiastudoaqui.com. É claro que é uma bravata de quem não está infectado. Se pegar a doença, muda de opinião.

É esse o desafio que, ao que tudo indica, as pessoas estão dispostas a correr. Uma roleta russa: se o vírus me acertar, azar o meu. Mas, se não me acertar, escapei de boa!   

Filas em lotéricas sem distanciamento e sem fiscalização ...

Em bancos ...

Em toda a cidade, nos bairros ou centro

A displicência está em toda parte

Até para comprar chocolate

Mesmo sob a chuva

Fonte: noticiastudoaqui.com



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