O descalabro da renúncia fiscal em favor da Energisa é imoral e ilegal



 

Não dá para entender. O governador Marcos Rocha e o seu chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, mandarem para a Assembleia Legislativa um Projeto de Lei perdoando uma dívida 1 bilhão e 300 milhões de Reais da Energisa!!! É, simplesmente, inacreditável.

É de se perguntar, sem querer ofender a ninguém, quem além da Energisa, ganhará com esta renúncia fiscal indevida e proibida na lei? Porque, com certeza, mesmo que nunca venha ser provado, muita gente ganhará muito dinheiro com essa operação irresponsável, imoral e ilegal. E ficarão com o cavalo na sombra.

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Até porque se a Energisa der um presente de gratidão no valor de somente 10%, estaremos falando de R$ 130 milhões. É uma supergorda Mega-Sena para tirar qualquer um do atoleiro, das falências ou para simplesmente, ‘garantir o futuro’.

Mas como o governo de um estado, que está no epicentro nacional da Epidemia do Covid-19, já com o Cemetron cheio de doentes do coronavírus no limite de sua capacidade; um hospital alugado por R$ 10 milhões por 3 meses com somente 12 UTI’s; doentes e mortos se multiplicando diariamente, pode se dar ao desplante irracional de ‘doar’ R$ 1,3 bilhão a uma empresa já bilionária?

Pior! Uma empresa que humilha os seus clientes. Não respeita as leis estaduais e debocha das instituições rondoniense. É um prêmio à soberba e à arrogância? Ah não! Tem angú nesse caroço.

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Como justificar, se o governo não está dando conta de manter as estradas estaduais trafegáveis, não consegue implantar uma estrutura de fornecimento de água tratada nem para a Capital e, menos ainda, fazer rede de esgotamento sanitário na mais fétida sede de um estado do país, renuncie a um valor dessa magnitude?

Não há como se fazer uma coisa dessa, com tantos passando necessidades. Gente humilde sem renda nenhuma, desempregados, impedidos de trabalhar. E não vemos sequer um movimento de compaixão, do setor social do governo, mitigando a fome de tantos que mais precisam. 

Como pode um governo que, de pires na mão, pede 50 leitos de UTI ao ministro Nelson Teich, da Saúde; que não está pagando as mídias institucionais aos veículos de comunicação que as divulgam, abrir mão de uma quantia tão grande, em momento de queda de receitas em função da quarentena imposta a todos?

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Essa obsequiosidade com o dinheiro do cidadão rondoniense está eivada de pecado e de ilicitude.

Mas o povo não elegeu o governador Marcos Rocha por anunciar um novo tempo, novas práticas, novas políticas? Não foi revoltado com a corrupção, o toma-lá-dá-cá da velha política que o eleitor rondoniense jogou suas fichas num desconhecido coronel evangélico temente a Deus?

E então! Por que isso agora? Será que já caiu no canto da sereia dos jovens e ambiciosos secretários que o rodeiam? Suba o monte coronel e se purifique dos seus pecados! E, ao voltar, dê uma boa limpada no terreiro e faça o que prometeu. Ainda dá tempo.

Com razão está o vice-presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano, ao se posicionar contra esse crime que ofende o bom senso, a razoabilidade e a lei. Corretíssimo, o parlamentar.

Também está certo o deputado Jair Montes quando pede a renúncia do diretor geral do DER. Qualquer chefe de residência do órgão no estado, sabe e conhece os problemas de Rondônia mais e melhor que ele.

Pena que diante de todo esse descalabro, um comunicador e empresário da Capital, não tenha percebido o carro fora do trilho. E chamou, no seu programa de televisão, de Falk News a existência do Projeto de Lei maligno que ofende o povo rondoniense.

Infelizmente a proposta é verdadeira. Está na Assembleia esperando ser aprovada. Vamos ver se o governador é de rocha e o retira ou se é de arenito e se deixa levar pelo vento.

Ou se será a Assembleia que exibirá do diploma das velhas práticas que já pôs vários de seus membros na cadeia. A sorte está lançada.

Fonte: noticiastudoaqui.com

   

  



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