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O que o SindSaude constatou em visita realizada ao Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), no último dia 7, 5ª feira, a pedido do Ministério Público do Trablho (MPF), foi um estado de degradação, desleixo e irresponsabilidade do gestor público estarrecedor. As imagens ao final da matéria não deixam dúvidas.
O sindicato registrou infiltrações, estruturas enferrujadas, forros com buracos, paredes com umidades e pintura/reboco caindo, rachaduras em várias salas, animais domésticos em vários ambientes e até próximos à porta da UTI.
O retrato do abandono
E mais: sala de EPIs malcuidada e com buraco na parede, macas enferrujadas, leitos próximos às paredes totalmente danificadas pela umidade, portas danificadas, animais domésticos na sala com roupas de camas e até caramujo africano foi encontrado dentro da unidade.
A presidente da entidade Célia Campos e o diretor jurídico Maicom Martins constataram e fizeram imagens comprovando o estado deplorável da unidade estadual de saúde, que é referência no tratamento de doenças tropicais em Rondônia.
Eles viram as centrais de refrigeração no setor de isolamento onde fica a segunda UTI do Cemetron, funcionando apenas parcialmente. Ou seja, não tem refrigeração adequada e segura para o trabalho dos profissionais de saúde e ao paciente ali internado.
Observaram que os banheiros das enfermarias não têm espaço suficiente para entrar com cadeira de rodas. Os EPIs, as máscaras N-95 e os tubos endotraqueal n° 7, 7.5, 8 e 8.5 estão escassos. Os servidores estão pedindo doação desse material.
Até o túnel de descontaminação recentemente inaugurado, não está funcionando por falta de produtos químicos. E foi instalado com ampla publicidade como uma conquista tecnológica.
Mesmo assim, com estas precárias condições, a unidade está atualmente com suas enfermarias quase todas lotadas e a UTI 2, de isolamento para tratamento de pacientes com Covid-19, que tem doze leitos, está com oito leitos ocupados, ou seja, 70% de sua de sua capacidade.
Perigo para todos
Esta lamentável condição em que o governo mantém uma histórica unidade de saúde que foi motivo de orgulho para Rondônia, representa, agora, um total desrespeito com a vida dos pacientes e dos profissionais, públicos e privados, que colocam suas vidas em risco a cada turno de trabalho.
Nada diferente do que mostrou um vídeo feito por um paciente internado e que circulou amplamente nas redes sociais. O que viram pode ter sido pior ainda.
Todos estes registros farão parte de um relatório detalhado que será entregue ao MPT.
Fica evidente que, nestas condições, o Cemetron não pode ser classificado como um hospital de referência. Mas sim, como uma unidade de saúde que precisa ser interditado e passar por uma ampla reforma e modernização de seus equipamentos.
O Cemetron está pedindo socorro.

Não são assistentes de saúde, somente gatos famintos ...

Num ambiente que também abriga caramujos africanos que não são de experiência em laboratórios ...

E que podem passar em portas velhas, quebradas, enferrujados e sem trinco ou fechadura ...

E chegar até aos pdestais velhos e carcomidos pela ferrugem do tempo onde o chão mostra as marcas ...

E chegar ainda nas enfermarias, às camas, também enferrujadas, e atingir o infeliz paciente deitado sobre ela...

Que se desespera olhando o forro do teto esburacado, mostrando o que era oculto e prestes a cair.
Fonte: notíciastudoaqui.com
Com informações e imagens do Sindsaúde e do tudorondônia
