Ação do MPF e MPT busca obter 40 leitos de UTI’s da União para socorrer Rondônia



 

A Justiça Federal foi acionada para que determine à União o fornecimento de material para a ampliação dos leitos de UTI no estado, para garantir o atendimento em saúde à população acometida pela covid-19.

Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em entrevista coletiva em 2 de junho, 100% das vagas de UTI em Porto Velho estavam ocupadas naquela data, tanto na rede pública de saúde quanto na particular. 

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Em consequência dessa carência, já foram, inclusive, registradas três vítimas fatais no estado, de doentes com covid-19, que morreram em Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) por falta de assistência em UTI.

A iniciativa foi do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), através de Ação Civil Pública ajuizada no início de maio.

A ação teve liminar deferida, mas, naquela ocasião, não incluiu a ampliação de leitos de UTI por haver a expectativa de 7 novos leitos de UTI no Pronto Socorro João Paulo II, 12 no Hospital do Amor e mais 10 no recém comprado Hospital Regina Pacis.

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Agora, o MPF e o MPT apontam que as medidas ainda são insuficientes, considerando que o sistema de saúde já está saturado e que a própria Sesau informou que o pico da doença no estado deve ser atingido em 20 de junho.

Diante desse cenário, os impetrantes pediram à Justiça Federal que determine, em caráter imediato, que a União forneça equipamentos e insumos suficientes, conforme orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para a implantação de 40 leitos de UTI em Rondônia.

As especificações incluem ventiladores mecânicos, monitores multiparâmetro, bombas de infusão, equipamentos de raio-x portáteis, desfibriladores, entre outros itens.

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Na petição, os órgãos destacam que a situação do combate à pandemia de covid-19 no estado foi agravada pelo bloqueio, por parte da União, do repasse de 30 ventiladores mecânicos adquiridos da empresa Magnamed pelo governo de Rondônia. Toda a produção da empresa foi confiscada pelo governo federal. 

O MPF e o MPT pediram à Justiça, caso não seja acolhido o pedido de implantação dos 40 leitos de UTI, possa ser então, liberada toda a produção da empresa que foi confiscada pelo governo federal, fornecendo os equipamentos acompanhados de 30 monitores multiparâmetros e insumos para 30 leitos de UTI.

O pedido inclui a disponibilização de médicos para atender os leitos e a execução de ações de vigilância em saúde do trabalhador em Rondônia também estão entre os pedidos apresentados. 

Fonte: noticiastudoaqui.com

Com informações da assessoria

 



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