Insatisfação da PM e legislação da Pandemia encostam o governador Marcos Rocha na parede



 

Nesta segunda-feira, 31, as forças de segurança do estado saíram às ruas em Porto Velho e em mais algumas cidades do estado, em demonstração de inconformismo com o governador Marcos Rocha. Policiais militares reclamam que não são ouvidos nem atendidos em suas reivindicações.

Há um clima de insatisfação generalizada entre os praças e bombeiros militares com a falta de interesse, segundo eles, do Governo do Estado em negociar melhorias salariais e de trabalho para a categoria.

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Após concentração na confluência das avenidas Rio Madeira e Tiradentes, próximo do Quartel Geral do Comando da Polícia Militar, saíram em carreata pela cidade. Ato que, segundo o Cel Maciel, presidente de entidade de oficiais, foi replicado em outros municípios.

Greve, não!

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Segundo o coronel Maciel, durante o período de eleição, o governador Marcos Rocha (sem partido) prometeu valorizar os policiais e os demais órgãos de segurança, mas isso não aconteceu. “Nós estamos apenas cobrando o que foi prometido por ele quando estava em campanha”, disse o coronel.

- A manifestação é pacífica e ordeira. Nada de greve, nem pensamos nisso, não existe possibilidade no momento, apenas movimentos de forma pacífica e ordeira, afirmou o oficial da reserva.

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Mas o ex-deputado Jesuino Boabaid acenou com a possibilidade da manifestação de bloqueio do quarteis pelas mulheres dos policiais militares, tática já utilizada no passado.

Em Vilhena

Policiais e bombeiros militares de Vilhena, juntamente com familiares, realizaram o movimento de protesto no início da tarde desta segunda-feira, 31, cobrando a valorização das categorias. O ato, teve a participação dos servidores de folga e da reserva remunerada, amigos e familiares, que percorreram algumas avenidas da região central da cidade.

Para eles, o governador Marcos Rocha (sem partido) não tem olhado com “bons olhos” para as categorias, pois não cumpriu os acordos firmados no início de seu mandato, e até mesmo a vacinação contra a Covid-19 está defasada, estando apenas cerca de 40% do efetivo imunizado.

Para o vereador Sargento Damassa, (PROS), “O último aumento que a gente teve foi de 4% em 2012 ou 2013, de lá pra cá não tivemos mais nada de valorização. Em 2018 o governador fez várias promessas que não pode cumprir. A última foi a situação de 8, 8 e 8”, disse referindo-se ao plano de aumento de 8% em 2020, 21 e 22, o que não aconteceu, segundo o parlamentar.

- Nosso governo, que é sangue azul igual a gente, nos deixou um pouco de lado. Então estamos pedindo para ele olhar com bons olhos para a nossa classe.

A insatisfação

De acordo com um manifesto emitido por diversas entidades que representam os policiais militares, há mais de sete anos a categoria não tem reajuste salarial. Rondônia, que já pagou o 3º melhor salário entre os estados da Federação, hoje é dos pagam os menores salários à Polícia Militar do país. 

A pauta da categoria foi entregue o ano passado, mas, de lá para cá, o Governo não deu qualquer sinal de que queira negociar. A ideia é cobrar realinhamento dos soldos que estão defasados há mais de 7 anos.

Os sindicatos que representam a PM já protocolaram vários ofícios solicitando o reajuste, mas não houve resposta. “A gente já mostrou como pode ser feito esse reajuste, basta ele autorizar. Necessitamos de um reajuste em todos os postos e graduações da Polícia Militar”, destacou o coronel.
 

O outro lado

O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) esclareceu à população que o poder executivo estadual já concedeu reajuste salarial aos servidores da segurança pública do âmbito estadual, notadamente a Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Politec e Corpo de Bombeiros.

O projeto de lei n° 4.781, de 27 de maio de 2020 que concede o aumento, está aprovado e entrará em vigor automaticamente no dia 1º de janeiro de 2022.

O reajuste ainda não foi incorporado aos salários dos beneficiados por força da Lei Complementar Federal 173 de 27 de maio de 2020 que estabelece, dentre outras coisas, proibição temporária de concessão de reajustes salariais.

O prazo de validade desta legislação encerra-se automaticamente no dia 31 de dezembro de 2021, e no dia 1º de janeiro do ano que vem o reajuste salarial será incorporado aos vencimentos dos beneficiados.

Por força deste regime fiscal provisório, o Governo do Estado de Rondônia não pode colocar em vigor o reajuste concedido; caso o fizesse, o ato seria nulo e todos os envolvidos penalizados por desrespeitar a legislação estabelecida.

Só política

Os integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militares são em sua maioria pessoas honradas e trabalhadoras, mas as manifestações pelas redes sociais e em formatação de carreatas são ações de cunho meramente político.

Os organizadores destes eventos sabem do impedimento legal e têm como objetivo confundir os componentes das forças estaduais de segurança pública a fim de provocar embates com o Governo do Estado.

Veja os vídeos:

Fonte: Noticiastudoaqui.com

 



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