Após clamor da classe médica, Sesau recomeça atos cirúrgicos em 10 dias



 

Existe em Rondônia hoje, uma fila gigante com cerca de 6.746 casos de pacientes à espera de uma cirurgia eletiva, que é ato cirúrgico sem urgência, mas que se agrava com o tempo, impondo grande sofrimento aos doentes, podendo levá-los a deficiências e incapacidades permanentes e até à morte. 

Rondônia é o único estado que suspendeu os atos cirúrgicos no início da Covid-19 e até agora não retomou. Tem mais de um ano.

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A classe médica fez um levantamento e confirmou que a maioria dos estados não suspendeu as cirurgias eletivas durante a Pandemia do Novo Coronavirus. E os que fizeram, já retomaram os procedimentos.

Sobre a cobrança da classe médica por meio de suas entidades representativas, ao governo de Rondônia e até ao presidente da Assembleia Legislativa, pedindo a imediata liberação das cirurgias eletivas no estado, a Secretaria de Estado da Saúde, Sesau, emitiu nota informando que dentro de 10 dia recomeça com os casos de menor complexidade

Veja a Nota na integra:

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 A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está viabilizando as cirurgias eletivas, não na sua totalidade, porque não tem condições ainda, no ponto de vista epidemiológico pelo número de pacientes com covid-19.

Todas as unidades de saúde do Estado, tanto pública como privada, têm paciente com covid-19, ainda é um risco, por isso não há condições de recomeçar todas as cirurgias eletivas, porém as cirurgias menores, menos complexas, que têm menor chance de demandar leito de UTI, começarão muito em breve a serem realizadas.

Em 10 dias, procedimentos cirúrgicos eletivos estarão sendo realizados nos hospitais da rede estadual. Lembrando que, as cirurgias de urgência e emergência nunca foram suspensas, todas foram realizadas.

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Dr. Thiago Patta, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica Capítulo Rondônia (SBCBMRO), e um dos que protocolou ofício ao secretário de estado da Saúde, Fernando Máximo, solicitando o urgente retorno das cirurgias eletivas no estado, tem outro ponto de vista:

- Não podemos esperar zerar todos os casos de Covid-19 nas redes hospitalares para fazer estas cirurgias. Mas sim, os hospitais adotarem protocolos com áreas separadas, áreas livres de covid-19 chamadas zonas free, onde pacientes cirúrgicos não tenham contato com pacientes com covid.

E continua:

- Essa é uma doença com a qual vamos conviver por muito tempo. Dificilmente, tenhamos algum dia, um hospital que não tenha nenhum paciente com covid-19 internado.

- É preciso que os gestores entendam essa nova realidade e aprenda a conviver com ela para que possamos atender pacientes com outras patologias. Tem muitos pacientes piorando, com os seus quadros clínicos se agravando.

- Pacientes oncológicos, pacientes cirúrgicos, ortopédicos, ginecológicos, cirurgias reparadoras e todo tipo de cirurgia que estão sem ter o direito de serem tratadas. 

Veja como está nos outros estados:

Liberado: Maranhão, Bahia, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Santa Catarina, Rio Grfande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas.

Com restrição por algum tempo: Paraíba, por 90 dia; Pernambuco, por 70 dias; Minas Gerais, liberado na maioria do estado; Paraná, liberado na maioria das cidades; e Tocantins, liberado em alguns hospitais e convênios.

Fonte: noticiastudoaqui.com

 



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