Um grupo de soldados do 5º BEC compareceu nesta sexta-feira à Fhemeron para nova doação de sangue
![]() |
Três dias de doação de sangue, reanimaram a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron), órgão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) do Governo de Rondônia. Desde a festa das crianças, no dia 12, o Banco de Sangue em Porto Velho recebe doadores militares e confirma para brevemente a chegada de um grupo de servidores da Superintendência Estadual de Turismo (Setur).
O soldado Jadson Diniz, 25 anos, do 5º Batalhão de Construção (5º BEC), sangue A+, foi um dos 28 daquela corporação que compareceram na manhã de sexta-feira à sala de captação de sangue. Ele é doador fidelizado. “A gente vem, doa, volta ao quartel e é liberado até meio-dia, porque hoje é sexta-feira”, comentou o soldado, satisfeito.
|
Acompanhadas pelas mães, crianças foram homenageadas em seu dia |
Na parede da sala da Assistência Social está afixada uma lista com nomes de doadores fenotipados e respectivos receptores. A médica hematologista e hemoterapeuta, Ana Carolina Gonzaga de Melo, explica o funcionamento. A Fhemeron possui dois ambulatórios específicos para coagulopatias hereditárias, principalmente hemofilia, cuja maioria de pacientes são crianças do sexo masculino.
Eles se submetem à infusão de hemoderivados três vezes por semana, em média. Atualmente, 12 crianças com doenças falciformes do interior e da capital, são atendidas ali. Conforme a médica Ana Carolina, a transfusão de hemáceas é feita uma vez por mês. “Há um esforço e dedicação muito grande para evitar que elas tenham o primeiro Acidente Vascular Cerebral (AVC). No momento, temos uma criança de dez meses e outra de um ano, recebendo essa transfusão”, ela informou.
Outras doenças hereditárias e crônicas são tratadas na Fhemeron. No geral, a cura para essas crianças é o transplante de medula. Crianças com anemia falciforme não produzem sangue suficiente para o crescimento adequado, por isso, necessitam das intervenções com sangue doado.
GRATIDÃO
Daiane Silva Berts, moradora no Bairro Tancredo Neves (zona Leste de Porto Velho), manifestou seu contentamento com o Dia da Criança, “a Maria Eduarda (filha única), 8 aos , sangue A+, tem anemia falciforme e já se sente integrada com as demais crianças; ficar ao lado dos coleguinhas. Foi muito importante para ela”. Diz a mãe se referindo ao tratamento da criança.
Ana Teixeira, do Bairro Aponiã, mãe de Artur, 5, contou que ele frequenta o ambulatório desde março deste ano, para cuidar da anemia falciforme. “Olha, foi tudo muito bem organizado, fiquei muito feliz e nossa família só tem a agradecer por esse maravilhoso atendimento; cada procedimento é uma luta, mas a Fhemeron é de outro mundo”, elogiou agradecida.
O fator emocional é reconhecido entre os profissionais médicos, assistentes sociais e administrativos da Fundação, quando ocorre o esgotamento dos estoques de sangue em família. “Aí, eles não têm para onde ir, e o socorro é aqui”, disse a médica.
“O diferencial dos doadores de sangue para crianças vítimas dessas doenças é que eles têm os mesmos fenótipos dos receptores e a cada três meses a doação é dirigida para eles”, assinalou Ana Carolina.
Doações para pacientes oncológicos em fase de quimioterapia, são uma outra demanda que precisa de muito atenção. “Não há como prever urgências, a coleta é restrita, mas o atendimento é permanente”, disse a médica.
A 17ª Base de Logística da 17ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, emprestou tendas para a festividade com as crianças, organizada pelo ambulatório de hematologia. Na manhã desta sexta-feira (15), um grupo de soldados do 5º BEC compareceu ao Banco de Sangue. “Forças militares são pontuais, sempre estão conosco”, comentou Maria Luíza, coordenadora de captação.
|
Médica Ana Carolina lembra importância dos ambulatórios para doenças hereditárias |
Ela elogiou também igrejas, centros espíritas e associações em geral que participam de campanhas em diferentes períodos do ano.
Segundo a coordenadora de captação, Maria Luíza Pereira, as parcerias são essenciais para o resgate da boa vontade das pessoas
“em fazer da doação um ato de amor”.
Nos dias 25, 26 e 27 próximos, por exemplo, chega a vez da gincana solidária da Setur, na qual, um das provas é a doação de sangue. Um ônibus vai buscar servidores no Palácio Rio Madeira (PRM) e os levará de volta, após a doação.
Maria Luíza anunciou que o Banco de Sangue segue com a determinação de receber as pessoas na sede, sugerindo àquelas empregadas no comércio em geral, organizarem a doação no próprio local de trabalho. Ela explica que se houver um quantitativo de, no mínimo, 50 doadores, é maior a possibilidade para o deslocamento da equipe coletora àté o local de captação de sangue.
Secom


