Zé Ambientalista também narrou desespero de vaca que havia perdido bezerro
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Morador de Cabixi há quase 40 anos, o servidor público José Ribeiro da Silva já foi protagonista de várias reportagens do FOLHA DO SUL ON LINE, o que lhe rendeu um apelido que hoje ele ostenta com orgulho e faz questão de publicar nas redes sociais junto com suas façanhas em defesa do meio ambiente: “Zé Ambientalista”.
Mesmo numa cidade minúscula, as ações do militante ecológico repercutem em todo o Cone Sul, e uma delas foi publicada recentemente: a soltura de um bicho-preguiça, capturado nas ruas de Cabixi e devolvido ao seu habitat natural (CONFIRA AQUI).
Em publicação recente no Facebook, Ribeiro revelou o que o levou a abraçar a causa ambiental, ao contar seu emocionante encontro com uma macaquinha, que teria usado o próprio filhote ao se ver diante de uma arma. O outro relato é de uma vaca que havia acabado de perder o bezerro e que teria demonstrado seu sentimento. CONFIRA ABAIXO, na íntegra:
“Como surgiu o Zé ambientalista?
Em 1983 cheguei em Rondônia. Naquela época, mesmo que eu não era de depredar o meio ambiente, mas também não tinha uma ligação tão forte com a preservação igual a hoje. Um belo dia, no sitio de um amigo, o mesmo me convidou pra adentrarmos na mata. Me passou uma espingarda e seguimos mata adentro. No galho de uma bela figueira avistei uma macaquinha. Sinceramente, não ia atirar, mas apontei a arma pra ela observando-a pela luneta da mira.
O que aconteceu a seguir mudou toda minha história. A macaquinha pegou o filhotinho que estava ao lado, colocou-o em seu colo e o mostrava a mim como que implorando pelas suas vidas.
Entreguei a arma para o amigo e voltamos pra casa.
No meio de uma pastagem observamos uma vaca que berrava e corria feito doida por todo lado. Mais adiante, o touro e outras vacas em círculo observavam atentamente o bezerrinho morto no capim. Daí veio a resposta do porque aquela vaca estava descontrolada assim: era uma mãe desesperada pela morte de seu filho.
Aquela visita naquele sitio me foi muito oportuna e mudou todo o meu conceito, minha postura como um ser vivo. Notei naquele dia que os animais têm sentimentos, sim. E, sinceramente, acredito hoje que os animais chamados irracionais têm sentimentos talvez mais puros e sinceros do que a maioria dos chamados ‘animais racionais’".
Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação
