O CAMPO SEGURA RONDONIA- Agronegócio poderá crescer mais ainda em RO, se não houve políticas ruins



 

A economia no país está com problemas, mas, ao menos num setor específico, como o do agronegócio, ainda não está. Em Rondônia por exemplo, a produção do campo, mesmo com toda a torcida contra, mesmo com restrições ambientais cada vez maiores, mesmo com a criação de onze áreas de reserva ocupadas há décadas, ocorrida no final do segundo governo de Confúcio Moura, o campo explode em bons resultados.

O agronegócio já representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) rondoniense. O estado caminha para ter o quinto maior rebanho bovino do país, com mais de 17 milhões e 800 mil cabeças, andando céleres para os 18 milhões. Ficamos atrás apenas do Mato Grosso, de Goiás, do Pará e de Minas Gerais. 

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Estamos, proporcionalmente, entre os maiores exportadores de carnes, mas em primeiro lugar na qualidade do produto exportado, já que o gado é alimentado naturalmente e a carne vendida não tem os produtos químicos que a alimentação comum agrega.

No ano passado, por exemplo, as exportações para o maior comprador, a China, e vários outros países, renderam algo perto de 812 milhões de dólares, o equivalente, hoje, a R$ 4, 4 bilhões.

Só para se ter ideia de algo que poucos rondonienses sabem, apenas a Capital, Porto Velho, tem o 4º maior rebanho entre cidades brasileiras, com mais de 1 milhão de cabeças. Você sabia.

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Na comercialização da carne para o exterior, houve, nas últimas semanas, alguns prejuízos, porque apenas um caso de suspeita da doença da vaca louca no rebanho do Pará, suspendeu todas as vendas ao exterior. Agora, com as exportações liberadas, todas as metas de aumento do comércio para outros países poderão ser alcançadas.

Mas o agronegócio não é apenas a pecuária e a produção de carne. Temos uma série de produtos da pequena e média agricultura e, mais que tudo: um crescimento espantoso na produção de soja, E isso, sem aumentar a área de plantio, mas crescendo muito na produtividade. 

Rondônia produziu, no ano passado, nada menos do que 1 milhão e 700 mil toneladas, numa área de 491 hectares. Tendo cinco cidades como as maiores produtoras, nos últimos dois anos: Corumbiara, Pimenteiras do Oeste, Vilhena, Cerejeiras e Chupinguaia. Todos estes municípios têm pequenas populações, mas grande parte delas dedicadas ao plantio da soja.

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Se as políticas governamentais não atrapalharem; se o discurso de minorias, tentando criminalizar a produção rural, em nome de crenças nefastas for ignorado; se houver paz no campo, com o fim das tenebrosas invasões de grupos de sem-terra, a tendência é que o agronegócio dê um novo salto em Rondônia e tenha participação percentual cada vez maior no PIB do estado, que chegou a 45 bilhões de reais em 2021.

Fonte e edição: noticiastudoaqui.com

Autor: jornalista Sérgio Pires 

 

 

 



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