Valdemiro Venson saiu de Colorado e esteve em Vilhena e Cacoal, antes de falecer em Ji-Paraná.
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Em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE nesta sexta-feira, 30, os familiares do agricultor Valdemiro Venson, pioneiro na cidade de Colorado do Oeste, relataram a saga dele lutando pela vida até morrer em um hospital particular em Ji-Paraná. O óbito aconteceu na segunda-feira, 26 e o sepultamento foi feito no dia seguinte, em Colorado.
Segundo uma das filhas, o pai, que tinha 75 anos, no dia 14 deste mês, começou a passar mal em casa, e foi levado pelo filho ao Hospital Municipal de Colorado, onde os médicos o diagnosticaram com dengue, medicaram e o mandaram para casa.
No mesmo dia, o idoso retornou à unidade de saúde coloradense se queixando de fortes dores, e ficou internado. Desta vez, o diagnóstico, segundo os parentes, era de problemas na coluna.
Após muita insistência dos filhos, Valdemiro, morador de Colorado há mais de 35 anos, foi liberado para se consultar com um ortopedista em Vilhena. Diagnosticado com problemas nas vértebras, o agricultor foi novamente medicado e mandado para casa.
O quadro de Venson não se estabilizava e ele foi internado novamente em Colorado, onde os médicos insistiam que o idoso não teria condições de ser transferido. Mas a família bateu o pé e o trouxe para Vilhena, onde o Hospital Regional teria se negado a recebê-lo, alegando falta de vagas.
Após mais de duas horas na cidade, período em que sua diabetes subiu, Valdemiro seguiu de ambulância para o Hospital dos Acidentados, unidade particular em Cacoal. Ali, contam os filhos, os exames mostraram a verdadeira causa dos problemas do idoso: ele havia sofrido um AVC no primeiro dia de sua luta, quando buscou atendimento em Colorado.
Com a suspeita de que Venson pudesse ter contraído uma infecção no coração, operado há cerca de três anos, ele foi transferido para o hospital HCR, em Ji-Paraná, onde chegou em estado tão grave que faleceu poucas horas depois.
Nas 24 horas em que Valdemiro ficou em Cacoal, a família gastou R$ 35 mil, e em Ji-Paraná, outros R$ 9 mil, consumidos nas quatro horas de internação.
A família, no entanto, não se queixa do valor gasto: “ele trabalhou a vida inteira para juntar esse dinheiro. Mas os problemas foi outro: fizeram diagnósticos errados e isso atrasou o tratamento correto”, resume uma das filhas.
(folhadosul)
