Fábrica de cadáveres, jovens inválidos e dependentes



 

A violência do trânsito e das facções criminosas se transformaram na maior fábrica de cadáveres e de aleijados, do corpo e da alma, dos nossos dias. São tantos os mortos e sequelados das duas vertentes, que nem nos comovemos mais.

Virou coisa comum ver corpos espalhados nas ruas das cidades, como Porto Velho, por exemplo. Tanto faz ser a pessoa, homem ou mulher, vítima de execução oriunda do Tribunal do Crime, quanto em consequência de acidente de trânsito, tão agressivo e violento quanto o primeiro.

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Nos acostumamos, nos tornamos insensíveis, a vida do outro não tem mais valor. É uma coisa selvagem, uma desumanidade.

É urgente um grande debate com todos os instrumentos da sociedade civil, no ambiente onde convivem as pessoas. Nada de auditórios perfumados e inoperantes dos palácios que encastelam os poderes. Nada disso. Têm que ser nas empresas, nas escolas, nas igrejas, nos terreiros espíritas, nas praças dos bairros.

É preciso sair dos velhos modelos exauridos, ineficientes, e buscar novos caminhos de sensibilização e conscientização,

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É preciso dar um basta nesta selvageria. Não dá mais para ficar esperando que o vereador, o prefeito e o deputado resolvam os problemas por nós.

Precisamos é atraí-los para o debate. Acender a chama dos seus compromissos com a sociedade, que lhes outorgou a representatividade política.

Necessitamos acordá-los para que nos ajudem a salvar nossos filhos.

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As autoridades, a exemplo de juízes e promotores, deputados e senadores, precisam sair dos seus gabinetes, seguros e refrigerados, por um dia que seja, e andar nas ruas, nos bairros, sentir o clima, ver as placas de trânsito ou sentir sua ausência. Olhar as calçadas, tropeçar nos buracos, sentir a ruas por onde anda o cidadão que lhes confere o poder que detêm e lhes paga os salários, as vantagens e os penduricalhos.

É preciso resgatar a sensibilidade e a empatia pelo o outro. Só assim, poderemos sonhar com um ambiente mais digno e pacífico para trabalhar e viver. E isso, é tudo o que não temos.

É preciso fechar as portas destas indústrias de mortos, de deficientes físicos, e dependentes químicos.

É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.

Fonte: noticiastudoaqui.com                                   



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