Moradora de Cerejeiras grava vídeos mostrando baratas e até rato “passeando” no Hospital de Base, em Porto Velho



Segundo a autora dos vídeos, as imagens foram feitas na ala “Ortopedia 1”

 

Imagens feitas no Hospital de Base, em Porto Velho, e às quais a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso, mostram, além das péssimas condições de manutenção, principalmente do banheiro, baratas e até um rato “passeando” numa área externa entre pavilhões da unidade de saúde.

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As imagens foram feitas por uma moradora da cidade de Cerejeiras, que acompanhava o marido em tratamento. Conforme a autônoma, as fotos foram tiradas e os vídeos gravados na semana passada, e mostram a ala “Ortopedia 1”, onde o marido estava internado, aguardando por cirurgia do fêmur.

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Além das imagens, a mulher também fez uma série de denúncias sobre as más condições do hospital. Quanto ao banheiro, cenário de um dos vídeos, ela disse não ter o mínimo de conservação e, em sua palavras: “nem condições pra que eu pudesse dar um banho no meu marido, pois o banheiro de maneira nenhuma tinha qualquer qualidade pra isso.”
 
Ela também denunciou que os profissionais que deveriam ter um cuidado com os pacientes que estão debilitados fisicamente e abalados emocionalmente, não dão a atenção devida a eles. Ela citou que “algumas vezes foram trazidos medicamentos que não eram de uso do paciente”, e afirmou que os acompanhantes tinham no máximo uma cadeira para sentar.
 
Vítima de acidente de carro em abril, em uma estrada vicinal na área rural de Cerejeiras, o esposo da denunciante já passou por quatro cirurgias, e essa foi a primeira em Porto Velho. A esposa que fez as imagens declarou sobre a estadia que “foram dias terríveis”. Ela afirmou que por diversas vezes acordou com baratas andando sobre ela.
 
A cerejeirense disse que a entrada do hospital é bonita e os corredores alinhados, mas a realidade é diferente. Passou da recepção, a realidade é outra. “Desde do primeiro dia que cheguei lá, achei fora de base o jeito do lugar. Conversei com pessoas que já estavam esperando por cirurgia há muito tempo sem resolução do problema. Que tipo é gestão é essa que não consegue ver a necessidade do lugar?”, questiona.

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Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação



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