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Quando o governo não aparece para atrapalhar, já está ajudando quem quer trabalhar. Este conceito é antigo e acaba de ser demonstrado, na prática, mais uma vez, nesta 11ª edição do Rondônia Rural Show vitoriosamente encerrada no último domingo, 27 de maio. E este caso, trata-se do Governo Federal.
Carlos Henrique Baqueta Fávaro, senador licenciado do Mato Grosso, atual Ministro da Agricultura, até anunciou sua vinda à RRShow, mas desistiu, alegando protocolarmente, suas razões. Todo mundo respirou aliviado.
Como empresário do agronegócio e ex-dirigente de duas entidades representativas deste setor, no estado vizinho, nada mais natural que o senhor Fávaro viesse e fosse festejado, como vizinho e dirigente da mais importante pasta do Governo Federal, já que representa o setor mais relevante da economia nacional, liderando o Produto Interno Bruto do Brasil, e abastecendo o Tesouro Nacional, com os recursos que o seu Chefe tanto gosta de gastar.
Mas m problema entrava a boa relação: seu chefe, o Presidente Lula, é contra o agronegócio e a propriedade da terra. Qualquer terra, tanto rural quanto urbana.
E Fávaro se presta a oferecer seu retrato na Galeria de Ministros da Agricultura de um governo que é contra a agricultura. Exceção, claro, à agricultura familiar de subsistência, em terras tomadas de seus verdadeiros donos, e ocupadas com o apoio do estado, pelos que nunca terão um título de propriedade.
Então, a ausência do senhor Fávaro favoreceu, e muito, ao sucesso da maior feira do agronegócio do Norte do Brasil. Até porque desestimulou, espontaneamente, a presença dos petistas e seus parceiros, que poderiam tumultuar o ambiente político. Os poucos que apareceram por lá, foram discretos. As grandes estrelas do Lula no estado, preferiram outros ares.
Contraditoriamente, nem mesmo o criador da RRShow compareceu. O ex-governador Confúcio Moura, faça-se justiça, foi quem concebeu e implantou a feira, hoje vitoriosa.
Aliás, vitoriosa desde a 1ª edição ainda na zona urbana de Ji-Paraná, quem nem desconfiava que fosse crescer tanto e elevar a cidade à estatura de Capital de Estado, todo ano, durante a semana de sua realização.
As edições iniciais deram muito trabalho ao Confúcio e sua equipe de governo. Havia muita desconfiança e temor. Uma feira com tecnologias para modernizar o campo, mas sem festa, sem shows musicais de grandes astros, para atrair gente? E, não prejudicaria as festas das exposições agropecuárias já existentes no estado? Tudo isso foi muito questionado. Mas tudo foi superado e a feira foi ficando maior a cada edição.
Pena que o próprio Confúcio, hoje o mais importante porta-voz do estado junto a Lula, não se sinta confortável para aparecer, ver sua cria e festejar junto com o governador que o sucedeu, que é uma cria política sua, que, embora rejeitado, se elegeu por dois mandatos, apoia e ajuda a consolidar o seu sonho.
Mas o ex-prefeito de Ariquemes, ex-deputado federal e ex-governador, Confúcio Moura, está noutro front político, onde a bandeira é vermelha, o terrorista MST é parceiro e Israel virou Satanás matando as criancinhas do Hamas. O agronegócio é inimigo a ser combatido e arroz bom é o que vem dos acampamentos dos Sem-Terra.
Uma pena. Já teve uma biografia melhor.
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Fonte: noticiastudoaqui.com
