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Quando o general Emílio Garrastazu Médici assinou o Decreto-Lei nº 1.110, em 9 de julho de 1970, extinguindo o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária-IBRA, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário-INDA e o Grupo Executivo da Reforma Agrária-GERA, o então presidente-militar do Brasil estava dando um passo largo e histórico, ao assumir uma das principais bandeiras da esquerda do Brasil na década de 70, que tinha o político pernambucano,, Miguel Arraes, como uma das principais lideranças da época.
Na mesma ocasião e no mesmo Decreto-Lei, o presidente Médici criava o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, através do qual reintegrou à União terras ocupadas e exploradas, por décadas, por fazendeiros, seringalistas e grileiros que vendiam, a título de colonização, terras sem documentos que não eram suas.
Assim, o Território Federal de Rondônia passou a comemorar, a cada dia 13 de setembro, data de sua criação pelo presidente Getúlio Vargas, o nascimento de novas cidades surgidas pelo o acolhimento e assentamento de milhares de colonos, egressos do Sul do país na sua maioria, nos projetos de assentamentos criados pelo Incra nas terras arrecadas pelo Capitão Sílvio de Farias e o agrônomo Assis Canuto.
Da assinatura do Decreto-Lei, da determinação do General João Baptista de Figueiredo, último presidente militar, e a visão de futuro e materializando o conceito de reforma agrária, nasceu o vigoroso Estado de Rondônia, como conhecemos hoje.
Mas tão logo a esquerda assumiu o governo do Brasil o Incra, tão efetivo e competente, entrou em declínio e caiu no abandono. Dos seus setecentos servidores da década de 70 e 80, em Rondônia, restam hoje menos de dez por cento.
O que cresceu foram os movimentos terroristas de invasão de terra capitaneados pelo MST, recrutando ingênuos e desclassificados trabalhadores urbanos, para invadir propriedades privadas e até públicas, precarizando o direito de propriedade e promovendo ilusórios assentamentos, sem nunca entregar título de propriedade aos falsos agricultores ‘assentados’.
A União tem cerca de 80 milhões de hectares, mas não entrega a quem precisa. E não dá título a quem assenta. É só mais uma narrativa com uso de milícia armada para aterrorizar proprietários privados, sob a proteção do estado e a omissão da Justiça.
O Incra, hoje, está sob o comando do MST em todo o país. Não para regularizar e levar paz ao campo. Mas para investigar e levantar dados de propriedades passíveis de novas invasões.
Esta é a triste realidade.
Mesmo assim, parabéns ao Incra que ainda respira patriotismo, com ações efetivas em Rondônia, através do ideário de servidores remanescentes e por meio de cedência de pessoal e transferência de recursos financeiros do estado e dos municípios interessados em promover a regularização fundiária de milhares de propriedades e proprietários, e incluí-los no processo de desenvolvimento do estado e na segurança jurídica precariamente existente no país.
É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje.
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Fonte: noticiastudoaqui.com
